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História em manchete - no vestibular: Introdução

Introdução

O que é história? Para que serve a História? Como se desenvolve o ensino de História?
As respostas a essas questões não são muito simples. Não deveria ser assim, mas se a realidade criou essas dificuldades, precisamos tentar compreendê-las, minimizá-las e superá-las.

Na verdade a idéia acerca de “o que é história” está diretamente associada ao ensino de História ao longo do tempo, que procurou entender o passado à luz dos “acontecimentos”, valorizando os “fatos em si”, protagonizados por indivíduos especiais, que eram ou se tornaram líderes, e, portanto, responsáveis pelas realizações ou pela condução das sociedades.

Os “grandes personagens” da história estão presentes na nossa cultura e também nos livros didáticos. Mesmo quando os autores percebem que esses personagens representam apenas uma pequena parte da história, a maioria deles ainda trata a história de forma a valorizar o indivíduo e suas ações. Não há, na nossa cultura ou na maioria dos livros, a preocupação de entender a história social, do ponto de vista coletivo, em grande parte porque não fomos educados para nos sentirmos parte de um todo, membros de uma sociedade; ao contrário, pensamos o mundo a nossa volta a partir de perspectivas individuais, imaginando quais de nossas projeções poderão ser alcançadas, sempre do ponto de vista individual. Portanto é natural que olhemos para outras sociedades, de outros tempos, e procuremos saber quais indivíduos conseguiram se realizar, colocar em prática um grande projeto, promover “grandes” reformas ou liderar “grande” governo. Sempre do ponto de vista individual.

O ensino assim desenvolvido valoriza as realizações, os acontecimentos, os fatos, e julga necessário memorizar esses grandes feitos dos grandes personagens.

Durante certo período, principalmente nos anos 1980, os vestibulares exigiam o conhecimento e a memorização, em grande parte refletindo os anos da ditadura militar. Nos anos 1990, com a entrada em cena do discurso neoliberal, o conhecimento foi supervalorizado e cobrado nos vestibulares, que procuravam selecionar os “mais competentes”, avaliados pelo conhecimento formal que possuíam. No início deste século, governos e empresas vêm adotando um discurso sobre responsabilidade social, com a necessidade de promover maior inclusão de setores marginalizados da sociedade nas universidades públicas, ao mesmo tempo que surgiram mecanismos de avaliação como o ENEM.

Nos vestibulares ganhou espaço uma nova forma de avaliação, preocupada em perceber as habilidades e competências dos estudantes e, no caso da História, surgiram questões diferentes, não apenas focadas no conhecimento formal do aluno. Tanto nas questões de múltipla escolha, como nas dissertativas, há uma preocupação em exigir interpretação, analise crítica e capacidade de comparação de sociedades diferentes em momentos históricos diferentes. Ganhou espaço a “história temática”, com questões que tratam de formas de trabalho, formas de governo ou formas de colonização diferentes ao longo da História.

Este livro foi elaborado a partir das análises dessas novas tendências dos vestibulares, principalmente das universidades públicas, e tem como preocupação fundamental estabelecer uma relação entre o presente e o passado. Partindo dos principais acontecimentos do ano, o livro resgata as origens históricas de diferentes movimentos sociais e realiza comparações com outras sociedades.

O ano de 2008 foi caracterizado por comemorações diferentes, que chamaram a atenção da imprensa e da sociedade, e que podem ser utilizadas como temas para diversas questões. Neste ano comemoram-se 150 anos da Teoria de Darwin, 20 anos da Constituição Brasileira, 40 anos dos movimentos de 1968 e, claro, 200 anos da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil. Chamadas “efemérides”, as “datas redondas” certamente servirão como tema para o vestibular; porém dentro de sua nova concepção, não será exigido o conhecimento das datas, mas a compreensão dos processos que as originaram.

Claudio Recco

Valor do livro: R$ 24,00 (frete incluso). Para adquirir para um conjunto de alunos de sua escola, entre em contato por email. livro@historianet.com.br

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