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Museu Paulista

Desconstruir discursos históricos ultrapassados e engessados pela memória oficial


Projeto curatorial do Museu Paulista revê equívocos do passado e amplia seu perfil com a aquisição de novas coleções.



O site de cultura Cores Primárias está fazendo uma série de entrevistas com curadores. A última delas é sobre a curadoria em museus históricos, especialmente, no Museu Paulista, feita com o Prof. Paulo Garcez.



Cores Primárias – O fato de o Museu Paulista ser considerado o depositário do patrimônio histórico da Independência do Brasil, parece ter encarcerado a Instituição na categoria dos museus da história política do país. Sabe-se, entretanto, que o museu possui uma variedade de coleções ligadas a outras temáticas. Essa estreita ligação com a história política do país dificulta a que se tenha uma visão mais atualizada no museu, dessas outras coleções?



Paulo Garcez – Podemos dizer que o vínculo do Museu Paulista com a história da Independência é permanente, tendo em vista que o museu está localizado no lugar da proclamação da Independência, no bairro do Ipiranga. Aliás, o prédio onde ele se localiza foi construído inicialmente para ser um monumento à Independência. O primeiro objeto de nosso acervo a ingressar no edifício foi o quadro de Pedro Américo Independência ou Morte, cuja reprodução todos os brasileiros devem ter visto ao menos uma vez. Este é um vínculo que, além de justificar a construção do edifício, foi decisivo para o partido curatorial em torno de momentos chaves da política brasileira e paulista que a gestão de Affonso Taunay imprimiu não apenas ao Museu Paulista a partir de 1922 como também em nossa unidade de Itu, o Museu Republicano. Mas pelo menos desde 1989, o Museu Paulista foi redirecionado tematicamente para aspectos diversos da sociedade paulista e brasileira, em que a política não está ausente, mas também não é o fator estruturante. Hoje, o horizonte de questões do Museu Paulista e de seus pesquisadores está quase todo voltado para a segunda metade do século 19 e para o século 20. Tanto a Independência como a experiência das bandeiras, outro tema clássico do Museu Paulista ao longo do século 20, mantém-se como temas, sobretudo na medida em que nossos pesquisadores estudam o processo de consolidação desses processos como eixos da memória oficial paulista e brasileira. A aquisição de novas coleções e a expansão de novos temas de pesquisas têm sido evidenciados em novas exposições, embora grande parte do público ainda nos associe aos legados tradicionais da curadoria voltada a temas políticos.



Leia a entrevista completa no Cores Primárias

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