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Pesquisa do MEC aborda questões de raça e cor

Pela primeira vez na história do Censo Escolar da Educação Básica, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), incluiu em seu questionário uma pergunta relativa a raça e cor dos estudantes brasileiros. Os resultados preliminares, divulgados no site do instituto e no Diário Oficial da União, falam por si só. Os números demonstram que 46,25% dos alunos são pardos, 41,43% brancos, 9,9% negros, 1,55% amarelos e 0,87% indígenas. A inclusão de um item novo no Censo costuma demorar alguns anos para ser levado em consideração.

Mas, a participação expressiva dos alunos (82%) ao responderem este item, foi recebida como uma vitória pelo MEC. "Quando inserimos um novo item no questionário, geralmente leva algum tempo para apresentar resultados relevantes, uma vez que a pergunta está sujeita a não ser respondida", avalia Davi Shmidt, diretor da Diretoria de Estatísticas da Educação Básica do Ministério.

Polêmica

A nova pergunta causou polêmica entre os diretores e coordenadores de escolas em todo o País. Resposta a um pedido de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e órgãos vinculados à questão da diferença social e racial no Brasil, os dados levantados concretizaram a necessidade de criação de políticas de apoio à cultura afro-brasileira e contra o preconceito.

"Ao contrário do que imaginaram muitos diretores, esta pergunta não reforça o preconceito. Ela tenta explicitar para o Brasil a questão da identidade racial", enfatiza Nelson Inocêncio, diretor do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (Neab/UnB). dadosSegundo Nelson, os dados comprovam a existência de uma falsa idéia de sociedade democrática e sem preconceitos. "É preciso entender que as diferenças existem e que isso não é ruim. O importante é aprender a lidar com elas. Um país é feito de gente diferente, cada um com suas especificidades e é daí que nasce a riqueza cultural", conclui.

Proporcionalmente, o números de pardos e negros é maior que o de brancos, mas a leitura nos bancos das escolas é diferente. O número de negros é substancialmente menor que o de alunos claros. "É preciso fazer a leitura da diferença. Esses números apontam para uma questão de abandono social, alimentada por séculos. Se hoje precisamos dar condições especiais de ensino aos negros é porque, durante anos, essa igualdade, lhes foi negada", ressalta Nelson Inocêncio.

Fonte: Jornal de Brasília

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