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Templários: a criação da Ordem

Por Pedro Silva

Ao longo de todos estes anos de investigação, tenho denotado, da parte de uma imensa maioria, um forte interesse pela temática destes cavaleiros de longas vestes brancas. São, afinal de contas, a representação mais fiel da Cavalaria (nobreza, peritos em combate, indomáveis) da Idade Média.
A verdade é que se tornaram, com a passagem dos séculos, motivo de teorias contraditórias e de muita especulação.
Através dos meus livros sobre o tema, em Portugal e Brasil, tenho procurado desmistificar algumas ilusões criadas para "vender livros". Um investigador não pode, de forma alguma, enveredar pelo caminho do ilusionismo. Não é para isso que existe a nossa profissão. Temos de nos basear estritamente no que é comprovado.
Quanto muito, podemos levantar possibilidades, através de documentos
ou monumentos. Subsiste, até hoje, a dúvida sobre a data correcta de implantação da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão (nome oficial). Porém, somos tentados a acreditar em 1118 como a mais fiel e a que se baseia em mais factos concretos. O local é Jerusalém (no Médio Oriente), a cidade-santa para três religiões monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos.
A sua missão (oficial) era a de proteger a rota de transporte dos peregrinos, visto que, à época, Jerusalém era um local de peregrinação constante, plena de fluxos humanos vindos da Europa.
Era, por assim dizer, a viagem de uma vida! Havia quem vendesse todos os bens terrenos para poder deslocar-se até Jerusalém, procurando, pelo menos, tocar no que restava do célebre Templo, mandado construir pelo rei sábio Salomão, ou, até, pela possibilidade de caminhar pelo mesmo solo onde Jesus Cristo passara os seus dias.
Porém, há muitos autores actuais (e, quando nos referimos a actualidade fazemo-lo tendo em mente finais do século XIX até ao presente momento) que consideram que os Templários (nome pelo qual se tornam mais conhecidos) tinham, em mentes, outros projectos ao serem criados. Ou seja, segundo estes, os nove cavaleiros iniciais (onde se destavaca Hugo de Payns, o primeiro Mestre) teriam como fito principal encontrar, nos escombros do Templo de Salomão, a célebre
Arca da Aliança (na qual estariam tesouros que, a ser descobertos, tornariam os seus detentores donos de um conhecimento de tal maneira transcendental que os levaria, facilmente, a governar o mundo).
Não podemos, naturalmente, confirmar tais teorias. Mas que nos parecem, de certo modo, apelativas, isso não podemos ignorar.
A verdade é que o fundamental em tudo isto, é que nove cavaleiros se juntaram, com o beneplácito da Igreja Cristã da cidade-santa, e apadrinhados por S. Bernardo de Claraval (o futuro mentor da Regra Templária), criando algo que, na altura, nem sequer sonhariam com a dimensão que viria a ter.

Pedro Silva é estudioso sobre os Templários e possui várias obras publicadas a respeito do assunto
Suas duas últimas obras são


1º) "Os Templários e o Brasil" (Flâmula Editora)
Contacto de venda: gchacon2003@yahoo.com.br

2º) "Templários em Portugal: a verdadeira história" (Ícone Editora)
Contacto de venda: iconevendas@yahoo.com.br

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