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Crise na Bolívia

Evo Morales, um dos líderes das mobilizações sociais que sacodem a Bolívia, advertiu que o país pode entrar numa guerra civil se o Congresso designar o senador Hormando Vaca Diez para a presidência. Decisão será tomada nesta quinta-feira (9), em Sucre
Agência Carta Maior

La Paz - O deputado Evo Morales, líder do Movimento ao Socialismo (MAS), principal partido de oposição da Bolívia, advertiu nesta quarta-feira (8) que o país corre o risco de uma guerra civil, caso o Congresso decida pela sucessão constitucional e designe Hormando Vaca Diez como presidente. Diez é o atual presidente do Congresso, mas os movimentos sociais, dos quais Morales faz parte - ele é dirigente cocaleiro -, o consideram como uma solução de continuidade do regime.
"Eu quero advertir, uma vez mais, que o país irá a uma guerra civil se Vaca Diez for presidente", declarou Morales. Ele e os outros parlamentares viajam para Sucre, capital legal e sede do Judiciário do país, onde na quinta (9) decidirão se aceitam a renúncia do atual mandatário Carlos Mesa.
A decisão de realizar o encontro fora de La Paz foi justificada por questões de segurança. A capital administrativa e sede do governo boliviano está tomada por manifestantes - mineiros, cocaleiros, lavradores, trabalhadores urbanos, indígenas - que exigem a formação de uma Assembléia Constituinte e a nacionalização das empresas de gás e petróleo.
Segundo a ordem constitucional e em vista de que não há vice-presidente (Mesa ocupava esse posto e assumiu no lugar de Gonzalo Sánchez de Lozada, que renunciou em outubro de 2003), seria a vez e Vaca Diez, que é senador por Santa Cruz e pertence ao Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR). Depois dele, seria a vez do presidente da Câmara, deputado Mario Cossio, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR).
Mas Evo Morales disse que diversas organizações camponesas do interior anunciaram já que estão sendo mobilizadas para Sutre, para também bloqueá-la e impedir a designação de Vaca Diez como governante.
"Mineiros de Amayapampa e Capacirca e camponeses de Betanzos já começaram a marchar para Sucre. Os mineiros não perdoarão o massacre que sofreram sob o co-governo do MNR e o MIR", informou Morales. Em 2002, durante a última gestão de Gonzalo Sánchez de Lozada, o exército interveio um protesto no distrito de Amayapampa e Capacirca, no departamento de Potosí, e diversos mineiros morreram. A cidade de Potosí está localizada somente 120 quilômetros a oeste de Sucre.
As informações são da Agência Ansa.

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