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MOBILIZAÇÕES EXIGEM ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE
LA PAZ, 23 MAI (ANSA) - Organizações sociais bolivianas iniciaram hoje mobilizações em La Paz exigindo a nacionalização dos hidrocarbonetos e ameaçam fechar o Congresso se até quinta-feira não se convocar uma Assembléia Constituinte.
Uma junta que se reuniu depois das marchas que levaram o caos ao centro, decidiu que se não se convocar a eleição da Constituinte, na quinta-feira os manifestantes tomarão o Congresso para fechá-lo; e também que as mobilizações em La Paz continuarão dia e noite.
A junta tomou esta decisão apesar dos vizinhos de El Alto, que coordenam os protestos, terem denunciado no sábado a existência de uma conspiração para colocar no governo o presidente do Congresso, Hormando Vaca Díez, e anunciaram que defenderão "a democracia".
Hoje o ministro de Governo, Saúl Lara, confirmou que "há alguns elementos que estão batendo às portas dos quartéis e da polícia para desestabilizar a democracia", mas se negou a identificá-los.
Não obstante, a exigência de convocar uma Constituinte reuniu milhares de manifestantes que, antes da junta, marcharam em pelo menos nove colunas com demandas que incluíram a mudança na lei dos hidrocarbonetos e a sua nacionalização, a renúncia do presidente Carlos Mesa e o fechamento do Congresso.
"Se nacionalizamos, automaticamente a Constituinte virá. Mas não caiamos na armadilha, conservemos a unidade revolucionária", sugeriu Jaime Solares, da Central Operária Boliviana (COB), ao propor a luta para instaurar um governo revolucionário e popular.
"Quantas vezes já marchamos? Muitas, e nunca nos consideraram. Não cometamos o mesmo erro de outubro de 2003 e levemos a cabo a tarefa: que Mesa saia e que se feche o Parlamento. O Povo no poder! Temos que avançar!", incitou.
Solares declarou antes que "se aparecesse um militar honesto, seria apoiado para instaurar um governo com as características das do presidente Hugo Chávez, democrático, revolucionário, que recupere os recursos naturais, mude o modelo neoliberal e elimine a corrupção".
Segundo Evo Morales, chefe do opositor Movimento Ao Socialismo (MAS), "a prioridade agora é a luta pela Assembléia Constituinte, para garantir a unidade da Bolívia".

(ANSA) 23/05/2005

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