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Festival de Cinema Judaico

É tempo de festival de cinema judaico em São Paulo. Mais uma vez uma seleção primorosa e atualíssima da produção mundial da eterna sétima arte, sobre, a também eterna, temática judaica.

O cinema está cada vez mais vivo surpreendendo todas as expectativas. Pensou-se em decretar o fim do cinema. Mas o cinema se transforma e se revitaliza. O 7o Festival tocará uma vez mais mentes e corações. Filmes que contam histórias inacreditáveis, mas que são as experiências de um povo. Experiências profundas que tocam a alma humana. Das entranhas de indivíduos às questões de todos nós, seres humanos. Somos convidados a conhecer a difícil realidade dos dias conflituosos vividos em Israel, em Um Trompete em Wadi, adaptação da novela do escritor israelense Sami Michael. O filme conta a história do amor entre Huda, uma cristã árabe e seu vizinho Alex, um emigrante judeu russo, narrada do ponto de vista de uma família árabe. Já em Enfrentando Arthur saltaremos a Nova York para conhecer o documentário que retrata o drama e o carinho resultante do encontro de um jovem alemão que viaja no início do século XXI como voluntário para ajudar um judeu idoso sobrevivente do nazismo, por um ano em Manhatan. Encontro de mundos, culturas e tempos: choque e amor. Ainda nos Estados Unidos, através do filme Strange Fruit, um documentário musical, vamos conhecer o encontro na dor entre judeus e negros. Billie Holiday foi a primeira a gravar Strange Fruit em 1939. Ainda hoje, esse protesto contra a violência permanece forte através de sua linda melodia e de suas imagens aterrorizantes. O compositor da música foi Abel Meeropol, um professor judeu do Bronx e membro do partido Comunista, que publicou poemas sob o pseudônimo de Lewis Allan. Ele também adotou os dois filhos do casal Rosenberg, preso em 1953. Histórias, memórias, sonhos, pesadelos, o passado assombra, desperta, alerta, conclama... acorda o presente. O 7o Festival repete os anteriores e reflete a variedade e vitalidade da temática judaica em nossos dias: holocausto, Noite de Epstein, Última Carta; homossexualismo no exército, Yossi e Jagger ; crianças e jovens crescendo, Stolen Summer, Eu Sem Você; o cinema novo e vibrante de Israel, Asas Quebradas, Girafas; conflito, Momentos Israel 2002, Em Busca da Paz; Oscar de melhor filme Estrangeiro 2003, Lugar Nenhum na África; presença marcante da produção nacional, Caminhos da Memória, Peregrinos da Esperança, Biblioteca Mindlin, Bolinhos; e também a presença importante América Latina, Legado, Samy e Eu (com Ricardo Dárin, o mais importante astro argentino da atualidade); homenagem a David Perlov, brasileiro que mora há 40 anos em Israel e é considerado um pioneiro na arte do documentário, muito premiado e conhecido pelo seu Diário; e ainda a série da Shoah Foundation, Silêncio quebrado.O 7o Festival surpreende a cada filme a cada documentário. Retoma temas clássicos utilizando novas linguagens, novas enfoques. Provoca assim reflexões e emoções originais. É um convite para um cinema arte, cada vez mais provocante. Aproveitem.

Arthur Rotenberg / David Feffer / José Luiz Goldfarb /
A Hebraica / Centro da Cultura Judaica / Coordenador
www.hebraica.org.br

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