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O Reino Franco

O Reino Franco

Por Claudio Recco

O ano de 476 marca o fim do Império Romano do Ocidente. Em seu lugar encontramos a partir de então diversos Reinos Bárbaros. É verdade que esses reinos não surgiram ao mesmo tempo; desde o século 3º diversos povos bárbaros ocuparam partes do território romano. Os reinos formaram-se lentamente e de maneira desigual.
O Reino Franco tornou-se o mais importante e sua trajetória pode ser percebido desde seu início com Clóvis, considerado primeiro rei e iniciador da Dinastia Merovíngea. Sua política foi caracterizada pela unificação das diversas tribos francas, em um processo de centralização. A aliança com a Igreja Católica teve grande importância para o fortalecimento do poder real e para sua política de conquistas territoriais.

Após a morte de Clóvis o reino foi dividido e passou por um período de crises e disputas internas, período em que o poder real se enfraqueceu - daí a denominação de "reis indolentes" para os governantes desse período - ao mesmo tempo em que o poder do "Major Domus" (Prefeito do Palácio) se fortaleceu.Durante essa crise se destacaram Pepino de Heristal e posteriormente seu filho bastado, Carlos Martel. Na prática Carlos Martel governou como se fosse rei as regiões da Nêustria e Austrásia, obteve vitórias contra os saxões e povos da região do Rio Reno, porém seu feito mais importante foi a vitória sobre os muçulmanos na batalha de Poitiers, em 732.

A política interna e externa - de guerras - adotada por Carlos Martel garantiram a seu filho, , Pepino, o breve, força suficiente para assumir o trono, iniciando a Dinastia Carolíngea, oficialmente em 751.



A importância do reinado de Pepino III, o breve, residiu no fato de reunificar os povos e territórios francos, consolidar a aliança com a Igreja Católica ao combater os lombardos na Itália e centralizar o poder.



Apesar de ter dividido o reino entre seus dois filhos, Carlos e Carlomano, foi o primeiro quem efetivamente governou, uma vez que Carlomano morreu 3 anos depois. Manteve a política expansionista iniciada pelo pai, assim como a aliança com a Igreja Católica. Derrotou os lombardos e os saxões e do lado oriental dominou a Baviera e submeteu todas as tribos germânicas ocidentais.



No natal do ano 800 Carlos Magno foi coroado "Imperador dos Romanos" pelo Papa, que pretendia estabelecer um poder forte no ocidente que servisse de contraponto ao Império Bizantino oriental.



Durante o reinado de Carlos Magno, O Reino Franco - agora Império Carolíngeo - atingiu seu tamanho máximo em termos territoriais. O imperador morreu em 811 e seu herdeiro, Luís, o piedoso, não conseguiu preservar a centralização política. A principal contradição no reinado de Luís envolveu o costume bárbaro de dividir o reino e a pretensão da Igreja em mantê-lo unido. Quebrando a tradição o rei deixou o reino para o filho mais velho e, ao preterir os outros dois herdeiros, estabeleceu as condições para a disputa, marcada por rebeliões e guerras até 843, quando foi firmado o Tratado de Verdun, que dividiu o Império Franco entre os três herdeiros de Luís.



As constantes lutas entre herdeiros e as invasões de novos povos bárbaros contribuíram para o enfraquecimento do poder dos reis, característica política do mundo feudal.


MAPAS do cdrom Atlas de História Geral, da Editora Ática

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