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Filmes

Casanova e a Revolução

Filme: Casanova e a Revolução (La Nuit de Varennes)
Diretor: Ettore Scola
Elenco: Marcelo Mastroianni, Jean-Louis Barrault, Hanna Schygulla, Harvey Keitel
Ano de produção: 1982
País de origem: Itália
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 121
Sinopse

Belo filme que retrata a Revolução Francesa. Na verdade, retrata os diversos olhares daquele momento em relação à revolução. Numa noite do século XVIII, na pequena cidade de Varennes, a família real foge de carruagem, seguida por outra com um grupo dos mais heterogêneos, onde o diretor Etore Scola mescla personagens reais e fictícios para discutir idéias muitas vezes contraditórias. Ótimo elenco, com destaque para Mastroianni no papel de um sedutor Casanova.
A Revolução Francesa se iniciou em 1789, momento de grave crise socioeconômica no país e de apogeu das idéias iluministas. Em junho o "terceiro estado’se auto-proclama "Assembléia Constituinte" e lidera o processo revolucionário. O rei, acuado, pede para que seus aliados do clero e da nobreza participem da Assembléia, mas não consegue evitar a ação política liderada pela burguesia, nem a mobilização das camadas populares, percebidas principalmente com a Tomada da Bastilha, com as revoltas camponesas que ficaram conhecidas como o "Grande Medo" e com a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
No início de outubro o rei Luís XVI é obrigado a viver em Paris. Os líderes da revolução julgam que no Palácio de Paris o rei estará sob maior vigilância; temem as ações contra-revolucionárias.
Depois de mais de um ano de reclusão, em junho de 1791, a família real foge de Paris em direção da Áustria, com a intenção de apoiar e fortalecer as ações austríacas contra a Revolução. O rei seria desculpado pela Assembléia Constituinte no mês seguinte e condenado somente um ano e meio depois, em janeiro de 1793.


Ettore Scola (1931- ) nasceu na província italiana de Avelino, muda-se mais tarde para Roma. Inicia curso de direito, mas acaba se dedicando ao jornalismo, como diagramador de um periódico humorístico. É contratado por roteiristas para escrever piadas para o cinema, passando, gradualmente, a atuar como diretor. Considerado o maior gênio do cinema italiano dos anos 70/80. Sempre esteve ligado ao Partido Comunista Italiano e suas obras são marcadas pela temática social e política. Seu primeiro sucesso, Ciúme à italiana (1970), inicia a sátira política. Realiza grandes filmes como Nós que nos amávamos tanto (1974), Feios, sujos e malvados (1975), Um dia muito especial (1977), Casanova e a revolução (1982), Maccaroni (1985) e A família (1986).

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