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Manifesto pela Paz Justa

1. Consideramos que a causa principal da escalada de violência é a continuação da ocupação israelense das terras da Cisjordânia e de Gaza, que foram tomadas na guerra de junho de 1967 e que devem ser entregues ao povo palestino, para que constituam um Estado livre e soberano.

2. O sacrifício inútil de palestinos e israelenses é gerado pela ocupação militar e civil, que provoca sucessivas violações dos direitos humanos, a prática de punições coletivas contrariando o direito internacional, alimentando uma espiral de ódio, medo e terrorismo, comprometendo gravemente a necessária cooperação entre os dois povos, que estão destinados a conviver lado a lado.

3. A intifada é a resistência popular de um povo humilhado pela ocupação. A justa aspiração do povo israelense à sua segurança será atendida quando seus cidadãos deixarem de ser convocados para oprimir outro povo e quando o exército israelense se limitar a assegurar suas legítimas fronteiras.

4. A maioria do povo israelense é favorável à justiça e à paz. Somente 38% do eleitorado israeli votou em Sharon. A maioria relativa alcançada deveu-se à abstenção, sem precedentes, em protesto contra o frustrante governo Barak. Seu governo fracassou, apesar das inéditas concessões oferecidas aos palestinos, pela ambigüidade ao manter a política de ocupação, sua complacência com a expansão dos assentamentos judaicos em território palestino, o prosseguimento das restrições insuportáveis aos direitos individuais e coletivos do povo palestino e sua desconsideração aos árabes israelenses, cujo voto tem peso idêntico ao de qualquer outro cidadão de Israel e que se abstiveram de votar ajudando, paradoxalmente, a eleger Sharon.

5. Nada justifica a matança e a violência de ambos os lados! A relação entre Israel e palestinos não poderá ser ditada pelo desejo da pequena minoria fanatizada, que só reconhece direitos dos judeus sobre a Palestina, traindo as tradições humanistas judaicas de respeito à vida e dignidade de qualquer ser humano. Nem se deve curvar à minoria de palestinos que clamam por uma guerra santa, incitando à intolerância e à violência, manipulando o caldo de cultura da humilhação e opressão de seu povo.

6. Somente o reconhecimento mútuo, a interdependência e o convívio pacífico poderão garantir um futuro de paz para árabes e judeus. A maioria dos povos israelense e palestino aceita e deseja a soberania e a cooperação entre os dois Estados. Os palestinos precisam da economia e tecnologia israelenses para elevar o nível de desenvolvimento de seu povo. Os israelenses precisam dos palestinos, como fiadores da paz com os países árabes vizinhos e para se integrar definitivamente na geopolítica do Oriente Médio.

7. Urge e é possível construir as bases para o convívio respeitoso entre os dois povos. Diversas organizações de Israel, da nação palestina e do mundo todo, estão preparadas para resgatar um clima de diálogo, para que as novas gerações possam, paulatinamente, eliminar o ódio e a intolerância, semeados por sangue inutilmente derramado, reconhecendo-se mutuamente em suas sofridas histórias.

8. Apelamos ao governo de Israel para que recue às fronteiras existentes em 1967, de acordo com as resoluções 242 e 338 da ONU e que os assentamentos construídos em território palestino sejam transferidos à soberania palestina.

9. Convidamos a todos os irmãos brasileiros e especialmente aos brasileiros árabes e palestinos para, juntos, ampliarmos o caminho do diálogo e compreensão, que conduzirá a uma paz digna, justa e duradoura no Oriente Médio!




Texto retirado do site: http://utopia.com.br/ssp/manifesto.html

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