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Fujimori anuncia novas eleições

Lima, Peru - O presidente peruano Alberto Fujimori anunciou, na noite de sábado e em cadeia nacional de rádio e televisão, a realização de novas eleições no país e disse que não participará do pleito.
Fujimori também comunicou que irá desativar o Serviço Nacional de Inteligência, cujo chefe, Vladimiro Montesinos, é o centro de um escândalo que estimulou os líderes da oposição a exigir novas eleições.
O presidente peruano foi reeleito no início deste ano numa eleição considerada fraudulenta pela oposição e criticada pelos Estados Unidos e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
"Depois de uma profunda reflexão e da avaliação objetiva das circunstâncias, eu decidi, em primeiro lugar, desativar o sistema nacional de inteligência e, a seguir, promover novas eleições gerais o mais breve possível", disse Fujimori em seu discurso. "Nessas eleições, obviamente eu não irei tomar parte", disse o presidente.
Ele não anunciou a dada do novo pleito.
A atitude de Fujimori foi motivada pela exibição de um vídeo na última quinta-feira que mostra Montesinos, chefe da inteligência e assessor de Fujimori, pagando US$ 15 mil a um deputado da oposição para que trocasse sua bancada pela do governo.
Henry Pease, líder oposicionista no Congresso, colocou em dúvida a decisão de Fujimori de levar adiante sua promessa e disse que Montesinos, considerado uma eminência parda no governo, permaneceria no poder com a saída de Fujimori.
Ele também demonstrou preocupação com a falta de uma data para as novas eleições.

O ministro da Saúde do Peru, Alejandro Aguinaga, afirmou neste domingo, momentos antes de participar de uma reunião de gabinete com o presidente Alberto Fujimori, que as novas eleições anunciadas neste sábado à noite pelo mandatário poderiam ocorrer em seis ou sete meses.
Falando a jornalistas, Aguinaga garantiu que os ministros apóiam a decisão de convocar novas eleições, nas quais Fujimori não seria candidato. Ele, entretanto, não deu maiores detalhes sobre a data do pleito.
Ao mesmo tempo, alguns líderes de oposição pediram a renúncia imediata de Fujimori e a formação de um governo de transição. Ao anunciar as eleições, Fujimori não deixou claro se permaneceria ou não no cargo até a realização do novo pleito.
Alejandro Toledo, que desistiu de concorrer às eleições presidenciais de maio depois de acusar Fujimori de fraudar os resultados do primeiro turno, anunciou em Washington seu retorno ao Peru para ajudar a criar "um governo de unidade nacional".


Associated Press

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