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As Conquistas Romanas

Desde o período republicano de sua história, Roma empreendeu uma política expansionista, tendo como objetivo a conquista de terras e escravos, uma vez que possuía uma economia agrária e essa política atendia ao interesse da elite: os patrícios.


As Primeiras Guerras

A política de conquista iniciou-se no século V a.C. com as "Guerras Defensivas" , repelindo ataques de etruscos, sabinos, equos e volscos e determinaram a conquista do sul da Etruria e da região do Lácio.

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No século IV a.C. os romanos iniciaram uma política de conquista aproveitando-se do enfraquecimento de vários povos que viviam na Península Itálica, sendo que esta já no final do século estaria completamente dominada. Essas vitórias foram possíveis devido ao equilíbrio econômico da cidade, permitindo-lhe a manutenção de um exército bem treinado, formado inclusive por homens de regiões anexadas.

Nas regiões conquistadas uma parte da terra era considerada terra pública ( ager publicus), que poderia ser arrendada a pequenos proprietários ou explorada pelos patrícios que, na prática, apropriavam-se dessas terras, ampliando a concentração fundiária.

As Guerras Púnicas

As Guerras Púnicas envolveram Roma, que já dominava toda a Península Itálica, e a cidade de Cartago, cidade de origem fenícia no Norte da África, que controlava o comércio no Mediterrâneo ocidental.

Roma interessava-se pelo controle sobre a Sicília, grande produtora de trigo; terras da península Ibérica, produtora de prata e pelo controle do comércio que estava nas mãos dos cartagineses. Cartago pretendia aumentar seu raio de dominação econômica, desalojando os comerciantes gregos do Mediterrâneo. Os romanos venceram a Primeira Guerra Púnica (264 -- 241 a.C.) e passaram a dominar a Sicília, a Sardenha e a Córsega. No final do século venceram uma segunda Guerra Púnica ( 218 -- 201 a.C.) quando as tropas de Cipião, o africano derrotaram Aníbal, famoso general cartaginês, obrigando os derrotados a entregar sua frota de navios e a Espanha. Estava dominado o Mediterrâneo ocidental.
O exército fortaleceu-se, o comércio desenvolveu-se e gerou riquezas para Roma, que passou a atacar os estados Helenísticos do Mediterrâneo Oriental, aos poucos conquistados durante o século II a.C. A terceira Guerra Púnica (149 -- 146 a.C.) teve como pretexto o conflito entre os Cartago e a Numídia, aliada de Roma, foi responsável pela derrota definitiva de Cartago, e completamente arrasada pelos romanos, que passaram a dominar o Norte da África e escravizaram cerca de 40 mil homens.

Entre a 2º e a 3º Guerra Púnica, os romanos conquistaram algumas regiões na Europa oriental: Macedônia, Grécia, Ásia Menor e Síria.

O mar Mediterrâneo passaria então a ser o "Mare Nostrum". Quase todos os territórios em torno do Mediterrâneo estavam sob domínio romano, assim como a atividade comercial.

As conquistas foram responsáveis por importantes mudanças sócio-econômicas -- alias bastante exploradas nos vestibulares -- formou-se o modo de produção escravista e desenvolveu-se uma classe formada pelos homens novos enriquecidos pelo comércio.



Ressalta-se ainda a mudança nos costumes e valores: maior influência da cultura grega e o apego ao luxo. O abandono da cultura tradicional é normalmente tratada de forma preconceituosa por muitos livros, considerada como "decadência moral" da sociedade romana. As transformações estruturais por sua vez foram responsáveis por importantes mudanças políticas. As novas camadas sociais, principalmente mercadores e militares passaram a disputar diretamente o poder com os patrícios, que por sua vez buscavam conquistar o apoio de uma parcela da plebe através do clientelismo e promover a alienação da outra parcela através da política do "Pão e Circo" . As revoltas de escravos, assim como a de povos dominados eram constantes. No século I a.C., a crise do poder senatorial seria representada pelas Guerras Civis.

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