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América Colônia

As Guerras Intercoloniais

No decorrer da Época Moderna, a expansão marítima, comercial e colonial da Inglaterra fizera-se sobretudo às custas da Espanha e da Holanda, vencidas pelos ingleses, que se aproveitaram para tomar colônias das potências derrotadas e, com isso, ampliar o Império inglês. As crises internas da Inglaterra durante a Revolução Puritana (1642-1649) e a Restauração dos Stuart (1660-1688), no entanto, facilitaram a hegemonia da França na segunda metade do século XVII. Após a Revolução Gloriosa (1688-1689), que implantou o Parlamentarismo na Inglaterra, as transformações econômicas foram aceleradas, preparando a Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII. Em pleno processo de desenvolvimento capitalista, a burguesia inglesa via na França, onde o Antigo Regime entrava em crise, um obstáculo a sua maior expansão comercial, colonial e marítima.
O antagonismo franco-inglês, dominante nas relações internacionais no século XVIII, refletiu-se na América, onde a colonização inglesa na América do Norte se fez paralelamente à colonização francesa em terras do Canadá e da Luisiana.



Territórios ingleses e franceses na América do Norte


A medida que a colonização inglesa avançava para o interior, via sua expansão dificultada a oeste e ao norte pelas áreas de colonização francesa na América do Norte. Entre os próprios colonos ingleses e franceses dedicados ao comércio de peles raras, as hostilidades foram uma constante, mesmo quando não havia guerra na Europa entre Inglaterra e França.
"Por outro lado, a confederação dos iroqueses, cuja esfera de influência compreendia a parte superior do Estado de Nova Iorque, a maior parte da Pensilvânia e o velho Noroeste, permaneceu fiel a sua aliança com os ingleses (...) que podiam provê-los de cobertas e de bebidas mais baratas que as dos franceses; e os iroqueses não só continuavam impermeáveis aos esforços dos missionários franceses, mas em certas ocasiões irrompiam pelo território das nações índias da Bacia do São Lourenço, aliadas dos franceses."
Muitos colonos ingleses viam imensas riquezas nas terras banhadas pelas bacias hidrográficas do Ohio, Missouri e Mississipi serem usufiødas pelos franco-americanos que dominavam aquelas regiões de grande importância econômica.
Essas razões explicam as cinco guerras intercoloniais que correspondem a guerras travadas na Europa e em outras regiões entre a Inglaterra e a França, que teve a Espanha como aliada a partir do início do século XVIII, quando um Bourbon passou a reinar em Madri.
O primeiro desses conflitos foi a Guerra da Liga de Augsburgo, conhecida na América como Guerra do Rei William (1688-1697), que implicou incursões dos colonos franco-americanos aos territórios da Nova Inglaterra, onde a devastação ocorrida provocou represálias dos anglo-americanos. Port Royal foi conquistada, mas o Tratado de Ryswick estabeleceu a devolução daquela cidade e não trouxe nenhuma alteração para as fronteiras coloniais.
De 1701 até 1713, ocorreu a Guerra da Sucessão de Espanha, na América chamada de Guerra da Rainha Ana e envolvendo operações militares na Carolina do Sul, cujos habitantes tiveram de lutar contra os franceses da Luisiana e seus aliados espanhóis da Flórida. Nesta área meridional, a luta decorreu também das ambições dos colonos da Carolina do Sul em dominar a Bacia do Mississipi onde abundavam as peles de búfalo e de gamo, de amplo consumo no mercado europeu.
Na Nova Inglaterra, onde os colonos de Massachusetts chegaram a solicitar ajuda da metrópole para conquistar o Canadá, os anglo-americanos, mais uma vez, se apoderaram de Port Royal, rebatizada com o nome de Anápolis. Com o Tratado de Utrecht (1713) a França cedeu à Inglaterra a Acádia, desde então conhecida como Nova Escócia, a Ilha de Terra Nova, cujos bancos pesqueiros atraíam colonos da Nova Inglaterra para a pesca do bacalhau, além de outras concessões.
Em 1739 rebentou nova guerra entre a Inglaterra e a Espanha, na América denominada Guerra da Orelha de Jenkins, comerciante inglês que teve sua orelha decepada por piratas espanhóis. Durante as hostilidades a Geórgia foi atacada, sem sucesso, por frota espanhola, e numerosos colonos anglo-americanos pereceram em fracassada incursão inglesa a Cartagena, no Vice-Reino de Nova Granada.
De 1745 até 1748 houve a Guerra de Sucessão Austríaca, conhecida na América como Guerra do Rei George. Novamente sucederam-se combates nas áreas setentrionais das Treze Colônias, tendo uma expedição partido de Boston (Massachusetts) e se apoderado de Louisbourg na Ilha do Cabo Bretão, cujo controle favoreceria a ação de barcos pesqueiros na foz do Rio São Lourenço e Terra Nova. A assinatura do Tratado de Aix-la-Chapelle estabeleceu a restituição de Louisbourg à França, o que não agradou aos anglo-americanos.
Esse tratado não foi senão uma trégua entre anglo-americanos e franco-americanos, cujos antagonismos haviam atingido seu ponto culminante. Nas Treze Colônias organizaram-se diversas empresas - como a Companhia de Ohio, a Companhia Greebier e a Companhia Loyal - que especulavam sobre as terras do Oeste, onde os franceses haviam estabelecido recentemente uma série de fortes na Bacia do Ohio.
Ora, acontece que essa região era de alto valor para o comércio de peles com os índios. Autoridades coloniais enviaram o Coronel George Washington, à frente de milicianos, ao Vale do Ohio, onde, sem declaração de guerra, atacou os franceses, mas foi vencido (1754).
Começava então a mais longa das guerras intercoloniais: a Guerra Franco-Índia. Este conflito antecedeu em dois anos a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), em que novamente se defrontaram França e Inglaterra, com resultados decisivos para a posterior evolução da História Colonial. Ao término das hostilidades, a França perdeu suas colônias na América: o Canadá e ilhas antilhanas. A Guerra Franco-India, "ao remover o inimigo francês, fez com que os colonos se sentissem menos dependentes do poder militar da Inglaterra. Ao elevar a níveis até então sem precedentes a dívida nacional da Inglaterra (...) ajudou a provocar uma política de lançamento de impostos e de comércio cada vez mais onerosa para as colônias, de parte da Grã-Bretanha, exatamente quando essas colônias haviam-se tomado mais numerosas, mais altamente comercializadas e mais independentes, no sentido militar, econômico e psicológico, do que jamais haviam sido em relação à Inglaterra.



Texto retirado do Livro "História das Sociedades Americanas"
Aquino, Jesus e Oscar
Editora Ao Livro Técnico


QUE LÍNGUA ? ? ?

Qual a língua oficial do Canadá?
O Canadá possui duas línguas oficiais: O inglês e o francês.
Vários artigos da Carta de Direitos e Liberdades do Canadá tratam do direito dos canadenses de ter acesso a serviços em inglês e em francês em todo o país. Por lei, o governo federal tem de operar e disponibilizar serviços tanto em inglês como em francês, as atas do Parlamento Canadense devem ser redigidas tanto em inglês como em francês e todos os produtos canadenses têm de ser etiquetados nas duas línguas.

Essa situação foi motivada por processos diferentes de colonização, fazendo com que, em determinadas regiões predomine uma ou outra língua.
Na parte Atlântica do país, no Estado do Quebec, existe o predomínio da língua francesa, enquanto que em Ontário (onde se encontra Ottawa e Toronto) predomina o inglês. As regiões que ficam a leste no país também são muito procuradas.

Essa situação fez do Canadá um dos destinos mais procurados por estudantes brasileiros, apesar de que, nas viagens de intercambio, o estudante faz a opção por aprender uma das línguas.

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