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Fronteiras e guerras no Prata

TÍTULO: FRONTEIRAS E GUERRAS NO PRATA
AUTORES: HELOISA JOCHIMS REICHEL e IEDA GUTFREIND
COLEÇÃO: DISCUTINDO A HISTÓRIA DO BRASIL
EDITORA: ATUAL

Este livro aborda a formação das fronteiras geopolíticas no espaço platino de dois modos: primeiro, considerando a fronteira como linha divisória entre territórios, tomando como fio condutor da análise as guerras extemas ali travadas, que tiveram como razão aparente a necessidade de definir limites. Uma segunda abordagem é a que encara a fronteira como zona promotora de aproximações e intercâmbios econômicos e sociais, bem como de integração cultural entre as populações de diferentes territórios.

Fronteiras e guerras extemas são temas que aparecem freqüentemente interligados nos estudos que focalizam as relações intemacionais entre povos e Estados. Tal ligação se justifica, porque o processo de delimitação territorial pode gerar disputas, as quais, por sua vez, conduzem à busca de soluções, através da ação diplomática ou militar.
Via de regra, as guerras geradas por questões de limites intemacionais tomam-se acontecimentos que marcam a memória coletiva das sociedades que as vivenciam. Ao longo da história, as lutas contra inimigos extemos têm contribuído para construir ou fortalecer o sentimento de identidade na população, seja pela comemoração da vitória, seja pela frustração da derrota.
Quando associada à guerra, a fronteira é entendida como uma linha que divide, separa grupos, sociedades e domínios político-administrativos. É tomada como limite, isto é, fim do espaço por onde podemos transitar e sobre o qual temos domínio. Define a posse de um território, processo que subentende, muitas vezes, disputas e lutas armadas para conquistá-lo.
Porém, a fronteira também pode ser compreendida como elemento de aproximação, de integração entre sociedades. Ela propicia contatos espontâneos e naturais, responsáveis pelo surgimento de interesses sócio-econômicos e culturais comuns. Nesse sentido, em oposição à idéia de desintegração, ela pode ser percebida como uma zona de intercâmbios econômicos e de integração humana que se superpõe às determinações dos estatutos políticos de soberania de um Estado sobre um território.

Toda fronteira tem sua história, e nesta podem estar presentes episódios de disputa e de aproximação. Este livro trata de uma fronteira muito próxima a nós e detentora de uma rica história de confrontos e de integração: a da bacia do Prata.
Na América Latina, a bacia do rio da Prata - formada por esse rio e seus afluentes Paraná, Paraguai e Uruguai - constituiu uma das áreas geográficas onde foram travadas guerras entre diversos Estados pela posse de territórios e demarcação de limites, se observarmos a bibliografia que trata da ocupação e desenvolvimento da região platina, constataremos que os estudiosos, ao apresentarem os aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais da sociedade que aí se desenvolveu, têm destacado a fragmentação do território, as lutas por sua ocupação e, por isso, as guerras extemas. Veremos, assim, que a historiografia produzida até o momento tem, de uma maneira geral, privilegiado o relato da desintegração desse espaço, insistindo nas divergências, acentuando os interesses antagônicos e mostrando características regionais como se fossem nacionais.

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