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Fuvest 2012 - fase 1

 FUVEST 2012

1ª.fase – prova realizada em 27 de novembro de 2011

 

 

1.  Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. Ao mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de habitações.

 

André Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado.

 

O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do atual território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura

a) favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as técnicas de produção de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani.  

b) possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem armazenar alimentos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los.  

c) proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de objetos de cerâmica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e ferramentas.  

d) difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta restritas, o que forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos.  

e) era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que estavam, portanto, mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América.  

 

Resposta: B

 

Resolução: A resposta cabe a todos os povos no período neolítico, entendido não por sua datação, mas pelas mudanças na forma de organização humana. Nesse período grupos humanos aprenderam a domesticar plantas e animais, determinante para a sedentarização. Muitos denominam esse processo de Revolução Agrícola e de Revolução Urbana, respectivamente. A produção de cerâmica permitiu o armazenamento de parte da produção agrícola, ainda voltada para o consumo das próprias comunidades.

 

 

 

2.  A palavra “feudalismo” carrega consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-se apontar aqueles ligados a

a) sociedades marcadas por dependências mútuas e assimétricas entre senhores e vassalos.  

b) relações de parentesco determinadas pelo local de nascimento, sobretudo quando urbano.  

c) regimes inteiramente dominados pela fé religiosa, seja ela cristã ou muçulmana.  

d) altas concentrações fundiárias e capitalistas.  

e) formas de economias de subsistência pré-agrícolas.

 

Resposta: A

 

Resolução: O termo feudalismo designa um sistema complexo, de relações sociais variadas envolvendo duas camadas sociais ou internos à mesma classe. Em seu interior se desenvolveu a relação de suserania e vassalagem, que envolvia nobres – portanto membros de uma mesma camada social – em situações distintas, sendo considerado suserano aquele que concedia um beneficio e era considerado vassalo, aquele que recebia o benefício e passava ter certas obrigações para com suserano, que caracterizará a ideia de assimétrica na relação, no entanto vale ressaltar que são elementos da mesma classe e é INCORRETA a ideia de que vassalos são servos. Como são indivíduos que pertencem a mesma classe, essa relação é considerada horizontal

 

 

 

3.  Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas…

 

Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.

 

Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento

a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na realidade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana.  

b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de que a expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice-versa.  

c) por meio do qual os desejos por expansão territorial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a economia europeia mostrar-se-iam incompatíveis.  

d) militar, assim como as cruzadas dos séculos anteriores, e no qual objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional.  

e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comércio intercontinental, a despeito de, oficialmente, autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã.

 

Resposta: B

 

Resolução: Interpretação de texto associado ao conhecimento histórico. O texto deixa claro que “apesar do caráter cruzadista – portanto religioso, de luta contra os muçulmanos – os interesses comerciais não estavam ausentes e reforça essa ideia como uma frase proferida pelo rei de Portugal. É comum os livros se referirem à expansão portuguesa como “expansão marítimo comercial” na qual se destacam diversos interesses ligados à nobreza e à Igreja, ao Estado e à burguesia mercantil.

 

 

 

4.  Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como celeiros e armazéns não diferentes do que chamamos na Inglaterra de armazéns italianos, de secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. (...) As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil.

 

Maria Graham. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado originalmente em 1824). Adaptado.

 

Esse trecho do diário da inglesa Maria Graham refere-se à sua estada no Rio de Janeiro em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo ano. Essas anotações mostram alguns efeitos

a) do Ato de Navegação, de 1651, que retirou da Inglaterra o controle militar e comercial dos mares do norte, mas permitiu sua interferência nas colônias ultramarinas do sul.  

b) do Tratado de Methuen, de 1703, que estabeleceu a troca regular de produtos portugueses por mercadorias de outros países europeus, que seriam também distribuídas nas colônias.  

c) da abertura dos portos do Brasil às nações amigas, decretada por D. João em 1808, após a chegada da família real portuguesa à América.  

d) do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, que deu início à exportação de produtos do Brasil para a Inglaterra e eliminou a concorrência hispano-americana.  

e) da ação expansionista inglesa sobre a América do Sul, gradualmente anexada ao Império Britânico, após sua vitória sobre as tropas napoleônicas, em 1815.  

 

Resposta: C

 

Resolução: A grande presença de produtos ingleses no Brasil foi fruto da Abertura dos Portos às nações amigas de 1808 e dos Tratados de 1810. Primeiro cabe lembrar que já existiam produtos ingleses aqui, antes de 1808, porém em pequena quantidade, pois ainda havia na prática o pacto colonial. Segundo, os Tratados de 1810 favoreceu principalmente às importações para a Inglaterra e não esta relacionado aos produtos exportados, nem pelo Brasil, nem pelas colônias da Espanha

 

 

 

 

5.  Os indígenas foram também utilizados em determinados momentos, e sobretudo na fase inicial [da colonização do Brasil]; nem se podia colocar problema nenhum de maior ou melhor “aptidão” ao trabalho escravo (...). O que talvez tenha importado é a rarefação demográfica dos aborígines, e as dificuldades de seu apresamento, transporte, etc. Mas na “preferência” pelo africano revela-se, mais uma vez, a engrenagem do sistema mercantilista de colonização; esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com os colonos empenhados nesse “gênero de vida”; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole; realizavam-na os mercadores metropolitanos, engajados no abastecimento dessa “mercadoria”. Esse talvez seja o segredo da melhor “adaptação” do negro à lavoura ... escravista. Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial, e não o contrário.

 

Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979, p. 105. Adaptado.

 

Nesse trecho, o autor afirma que, na América portuguesa,

a) os escravos indígenas eram de mais fácil obtenção do que os de origem africana, e por isso a metrópole optou pelo uso dos primeiros, já que eram mais produtivos e mais rentáveis.  

b) os escravos africanos aceitavam melhor o trabalho duro dos canaviais do que os indígenas, o que justificava o empenho de comerciantes metropolitanos em gastar mais para a obtenção, na África, daqueles trabalhadores.  

c) o comércio negreiro só pôde prosperar porque alguns mercadores metropolitanos preocupavam-se com as condições de vida dos trabalhadores africanos, enquanto que outros os consideravam uma “mercadoria”.  

d) a rentabilidade propiciada pelo emprego da mão de obra indígena contribuiu decisivamente para que, a partir de certo momento, também escravos africanos fossem empregados na lavoura, o que resultou em um lucrativo comércio de pessoas.  

e) o principal motivo da adoção da mão de obra de origem africana era o fato de que esta precisava ser transportada de outro continente, o que implicava a abertura de um rentável comércio para a metrópole, que se articulava perfeitamente às estruturas do sistema de colonização.  

 

 

Resposta: E

 

Resolução: Questão de interpretação de texto, pois o autor deixa claro e explicito que o tráfico negreiro é parte do sistema mercantilista e responsável por promover acúmulo de capitais na metrópole. Para o autor “é a partir do tráfico negreiro que se pode entender a escravidão africana colonial, e não o contrário. Vale a pena lembrar que o processo de colonização denominado como de “exploração” baseia-se no monopólio e nas práticas mercantilistas, preocupadas em gerar riquezas para a metrópole.

 

 

 

6.  No século XIX, o surgimento do transporte ferroviário provocou profundas modificações em diversas partes do mundo, possibilitando maior e melhor circulação de pessoas e mercadorias entre grandes distâncias. Dentre tais modificações, as ferrovias

a) facilitaram a integração entre os Estados nacionais latino-americanos, ampliaram a venda do café brasileiro para os países vizinhos e estimularam a constituição de amplo mercado regional.  

b) permitiram que a cidade de Manchester se conectasse diretamente com os portos do sul da Inglaterra e, dessa forma, provocaram o surgimento do sistema de fábrica.  

c) facilitaram a integração comercial do ocidente com o extremo oriente, substituíram o transporte de mercadorias pelo Mar Mediterrâneo e despertaram o sonho de integração mundial.  

d) permitiram uma ligação mais rápida e ágil, nos Estados Unidos, entre a costa leste e a costa oeste, chegando até a Califórnia, palco da famosa corrida do ouro.  

e) permitiram a chegada dos europeus ao centro da África, reforçaram a crença no poder transformador da tecnologia e demonstraram a capacidade humana de se impor à natureza.  

 

Resposta: D

 

Resolução: No século XIX o transporte ferroviário se desenvolveu na Europa e na América, inclusive no Brasil. Em nosso país a ferrovia esteve ligada à exportação de café para a Europa, escoando o produto do interior para os portos de Santos e Rio de Janeiro. Na Inglaterra, as ferrovias são posteriores ao surgimento do “sistema de fábrica”, necessárias para escoar a produção em expansão. As ferrovias foram fundamentais nos EUA, pois foi no século XIX que as terras no sul, até a Califórnia no extremo oeste, pertencentes ao México, foram conquistadas e tiveram sua exploração iniciada.

 

 

 

7.  O Estado de compromisso, expressão do reajuste nas relações internas das classes dominantes, corresponde, por outro lado, a uma nova forma do Estado, que se caracteriza pela maior centralização, o intervencionismo ampliado e não restrito apenas à área do café, o estabelecimento de uma certa racionalização no uso de algumas fontes fundamentais de riqueza pelo capitalismo internacional (...).

 

Boris Fausto. A revolução de 1930. Historiografia e história. S Paulo: Brasiliense, 1987, p. 109

 

Segundo o texto, o Estado de compromisso correspondeu, no Brasil do período posterior a 1930,

a) à retomada do comando político pela elite cafeicultora do sudeste brasileiro.  

b) ao primeiro momento de intervenção governamental na economia brasileira.  

c) à reorientação da política econômica, com maior presença do Estado na economia.  

d) ao esforço de eliminar os problemas sociais internos gerados pelo capitalismo internacional.  

e) à ampla democratização nas relações políticas, trabalhistas e sociais.  

 

Resposta: C

 

Resolução: A resposta pode ser obtida pela leitura atenta do texto e sua interpretação, pois esta explícito que o Estado e mais centralizado e sua intervenção ampliada. O conhecimento histórico sobre o período também é importante, pois após 1930 tivemos o fim da República das Oligarquias e dos privilégios do café e o início da “Era Vargas”, com uma política nacionalista e de conciliação de classes, tanto caracterizada por uma política própria para novas e velhas elites, como de cooptação da classe trabalhadora.

 

 

 

8.  Examine a seguinte tabela:

 

Ano

Nº de escravos que entraram no Brasil

1845

19.453

1845

50.325

1847

56.172

1848

60.000

 

Dados extraídos de Emília Viotti da Costa. Da senzala à colônia. São Paulo: Unesp, 1998.

 

A tabela apresenta dados que podem ser explicados

a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos importados da África para o Brasil.  

b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil.

c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Moçambique.  

d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da expansão cafeeira, a despeito da promulgação da Lei Aberdeen, em 1845.  

e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno.

  

Resposta: D

 

Resolução: A Lei de 1831 na regência de Feijó, obrigava o Brasil a extinguir o tráfico negreiro e não foi cumprida. A campanha abolicionista teve importância no país após a Guerra do Paraguai, nos anos 70 e 80. No ano de 1844 o Brasil editou a Tarifa Alves Branco, protecionista, que determinou protestos e pressões inglesas, inclusive com a promulgação, no ano seguinte, da Lei Aberdeen, que autorizava a marinha inglesa a aprisionar navios que fizessem o tráfico internacional. Apesar dessa pressão, o tráfico foi ampliado dada a necessidade de mão-de-obra para a lavoura cafeeira em expansão no oeste paulista. Vale lembrar que nesta época o governo brasileiro passou a estudar possibilidades de trazer imigrantes europeus e foi feita a primeira experiência com trabalhadores italianos pelo Senador Vergueiro.

 

 

 

9.  No início de 1969, a situação política se modifica. A repressão endurece e leva à retração do movimento de massas. As primeiras greves, de Osasco e Contagem, têm seus dirigentes perseguidos e são suspensas. O movimento estudantil reflui. A oposição liberal está amordaçada pela censura à imprensa e pela cassação de mandatos.

 

Apolônio de Carvalho. Vale a pena sonhar. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 202.

 

O testemunho, dado por um participante da resistência à ditadura militar brasileira, sintetiza o panorama político dos últimos anos da década de 1960, marcados

a) pela adesão total dos grupos oposicionistas à luta armada e pela subordinação dos sindicatos e centrais operárias aos partidos de extrema esquerda.  

b) pelo bipartidarismo implantado por meio do Ato Institucional nº 2, que eliminou toda forma de oposição institucional ao regime militar.  

c) pela desmobilização do movimento estudantil, que foi bastante combativo nos anos imediatamente posteriores ao golpe de 64, mas depois passou a defender o regime.  

d) pelo apoio da maioria das organizações da sociedade civil ao governo militar, empenhadas em combater a subversão e afastar, do Brasil, o perigo comunista.  

e) pela decretação do Ato Institucional nº 5, que limitou drasticamente a liberdade de expressão e instituiu medidas que ampliaram a repressão aos opositores do regime.  

 

Resposta: E

 

Resolução: Poucos grupos políticos, mesmo de esquerda, fizeram a opção pela luta armada contra a ditadura militar, e tiveram pequena expressão no país, principalmente se comparada com outas nações da América Latina. O bipartidarismo permitiu a existência de um partido de oposição.

O movimento estudantil foi desmobilizado, mas nunca apoiou o regime militar.

O endurecimento do regime iniciou-se em dezembro de 1968 com a decretação do Ato Institucional No. 5 (AI-5) que centralizou ainda mais o poder a abriu caminho para uma política de maior repressão à sociedade civil.

 

 

 

10.  O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira [30/5] que o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello foi apenas um “acidente” na história do Brasil. Sarney minimizou o episódio em que Collor, que atualmente é senador, teve seus direitos políticos cassados pelo Congresso Nacional. “Eu não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Mas acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil”, disse o presidente do Senado.

 

Correio Braziliense, 30/05/2011.

 

Sobre o “episódio” mencionado na notícia acima, pode-se dizer acertadamente que foi um acontecimento

a) de grande impacto na história recente do Brasil e teve efeitos negativos na trajetória política de Fernando Collor, o que faz com que seus atuais aliados se empenhem em desmerecer este episódio, tentando diminuir a importância que realmente teve.  

b) nebuloso e pouco estudado pelos historiadores, que, em sua maioria, trataram de censurá-lo, impedindo uma justa e equilibrada compreensão dos fatos que o envolvem.  

c) acidental, na medida em que o impeachment de Fernando Collor foi considerado ilegal pelo Supremo Tribunal Federal, o que, aliás, possibilitou seu posterior retorno à cena política nacional, agora como senador.  

d) menor na história política recente do Brasil, o que permite tomar a censura em torno dele, promovida oficialmente pelo Senado Federal, como um episódio ainda menos significativo.  

e) indesejado pela imensa maioria dos brasileiros, o que provocou uma onda de comoção popular e permitiu o retorno triunfal de Fernando Collor à cena política, sendo candidato conduzido por mais duas vezes ao segundo turno das eleições presidenciais.  

 

Resposta: A

 

Resolução: O impeachment de Collor é considerado muito significativo na história recente do país. Em 1992, em meio a denúncias de corrupção, eclodiu um grande movimento social, que envolveu segmentos diferentes, nos quais se destacaram os estudantes, que pintaram os rostos de preto nas grandes manifestações de rua em apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e à condenação do Presidente. Apeado do poder, Collor teve seus direito políticos cassados por oito anos e dessa forma foi forçado a deixar a vida política. Seu retorno deu-se com a eleição para o Senado em 2006 e, filiado ao PTB, levou-o a aproximar do governo Lula e dos demais aliados deste, como o ex-presidente Jose Sarney.

 

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