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Vestibulares

UFRN 99

A prova de História do vestibular-99 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, apresentou um total de 20 questões (10 de História Geral e 10 de História do Brasil), sob a forma de múltipla escolha (testes), com apenas quatro alternativas para cada questão.
Na parte de História Geral a prova foi dividida de maneira bem equilibrada, apresentando três questões para idade Contemporânea e duas cada para as idades Média e Moderna. Já em História do Brasil, a prova privilegiou os períodos colonial e republicano, com cinco e quatro questões respectivamente, enquanto que o período monárquico contou com apenas duas questões. A História mais regional do Rio Grande do Norte foi lembrada em duas questões: uma questão do período colonial e outra do republicano.

A ausência sentida ficou para História da América, assunto que vem sendo cada vez mais valorizado em conceituados vestibulares, como os da FUVEST, UFRJ, UNICAMP, UFPR e UFRS. Nota-se que o enunciado da questão 6 refere-se a independência dos Estados Unidos, mas somente como um gancho para focalizar a crise do Antigo Regime europeu.

Algumas questões, como as de número 2, 17 e 18 não foram muito precisas. Enunciados como: "O fragmento trata principalmente do(a)", devem ser evitados, pois termos como "principalmente", podem dar margem a dúvidas.

Exceto as questões citadas acima, a prova foi bem elaborada e, apesar de sete das vinte questões utilizarem textos históricos e documentos, não chegou a exigir do aluno muito conhecimento crítico.

Um vestibular com temas clássicos e questões apresentando apenas quatro alternativas quase sempre bem objetivas (a grande maioria dos vestibulares há muito contam com cinco opções), permitiram que esta prova fosse realizada sem grandes dificuldades pelo bom aluno.


VEJA A PROVA

História 01 a 20

01. As sociedades que, na Antiguidade, habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de
A) terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas.
B) serem povos orientais que formaram diversas cidades-estado, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais.
C) haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da necessidade de controle hidráulico e da diferenciação social.
D) possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares.

02. Leia o fragmento a seguir.

A civilização da Grécia, em especial na sua forma ateniense, fundava-se em ideais de liberdade, otimismo, secularismo, racionalismo, glorificação tanto do corpo como do espírito e de grande respeito pela dignidade e mérito do indivíduo. A religião era terrena e prática, servindo aos interesses dos homens. A religião era um meio de enobrecimento do homem.
[adaptação] BURNS, Edward McNall. História da Civilização Ocidental. Rio de Janeiro: Globo, 1986. v.1. p.123.

O fragmento trata principalmente do(a)
A) hegemonia cultural da Grécia na cultura antiga.
B) politeísmo na religião grega.
C) antropocentrismo na cultura grega.
D) influência dos gregos sobre o Ocidente.

03. Leia o fragmento abaixo e, em seguida, assinale a opção em que há correspondência entre a instituição abordada e sua função.

Soubemos, muitas vezes, pelas confissões daquelas que fizemos queimar, que elas não foram agentes dedicados à bruxaria. E elas nos disseram isso, pois sua verdade é provada pelos golpes e chibatadas que recebem dos diabos ao se recusarem a cumprir suas ordens. E vimos, muitas vezes, suas faces lívidas e encovadas. Da mesma forma, depois de terem confessado seus crimes, sob tortura, elas sempre tentam se enforcar nos cordões de seus calçados ou vestimentas.

[adaptação] KRAMER, Heinrich, SPRENGER, James. O martelo das feiticeiras. Rio de Janeiro: Record/Rosa dos Ventos, 1995. p. 42.



INSTITUIÇÃO

FUNÇÃO

A)

Dieta de Augsburgo

reafirmar a doutrina católica e estabelecer parâmetros para julgamento de questões disciplinares

B)

Tribunal do Santo Ofício

fiscalizar e punir pensamentos e ações considerados heréticos e pecaminosos

C)

Congregação do Índice

fazer cumprir uma nova legislação eclesiástica sobre o controle da religião e do pensamento

D)

Consistório de Genebra

exercer vigilância sobre os costumes e o cumprimento dos preceitos calvinistas




04. Os estudos recentes sobre a Idade Média avaliam esse período da história como um(a)

A) período de dez séculos durante o qual houve intensa atividade industrial e comercial, sendo a cultura intelectual exclusividade dos mosteiros e da Igreja.
B) período de obscurantismo e atraso cultural -- a longa noite de mil anos -- em virtude do desprezo dado à herança intelectual grega e romana da época precedente.
C) época que pode ser chamada de "Idade das Trevas", em razão do predomínio da Igreja, que, com sua ideologia, contribuiu para a estagnação cultural, a opressão política e o fanatismo religioso.
D) época que não se constitui uma unidade: em sua primeira fase, houve retrocesso cultural e econômico, porém, posteriormente, ressurgiu a vida econômica e houve grande florescimento cultural.

05. A colonização da América repercutiu na economia européia, na Idade Moderna.

Acerca disso, é correto afirmar que o(a)

A) enriquecimento decorrente dos metais preciosos americanos fez surgir a Arte Renascentista, que se espalhou pela Europa.
B) produção de ouro e prata americanos criou um lastro para as moedas européias, pondo fim à inflação.
C) manutenção da balança comercial favorável às metrópoles propiciou a acumulação de capitais na Europa.
D) conhecimento de técnicas agrícolas legado pelos Impérios Inca e Asteca possibilitou o desenvolvimento econômico europeu.

06. A origem do processo de independência dos Estados Unidos, em fins do séc. XVIII, relaciona-se com a

A) crise do Antigo Regime, ocasionada, em grande parte, pela difusão de idéias políticas e sociais de cunho liberal, contrárias às determinações monopolísticas contidas no pacto colonial.
B) intenção das colônias do Norte de se separarem do Sul escravista, em razão das dificuldades que a estrutura socioeconômica sulina criava ao desenvolvimento capitalista na região.
C) tentativa de expansão francesa na América do Norte, em virtude da Guerra dos Sete Anos, que fortaleceu a hegemonia política da França no continente europeu e ameaçou o domínio britânico.
D) influência da Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia absolutista, criando, em seu lugar, instituições controladas pela burguesia, as quais impulsionaram o capitalismo.

07. Leia o fragmento seguinte, cuja referência bibliográfica foi intencionalmente omitida.

A burguesia não forjou apenas as armas que lhe trarão a morte, produziu também os homens que empunharão essas armas: os operários modernos, os proletários. A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis. Os proletários nada têm a perder, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos. [adaptação]

As idéias contidas nesse fragmento são representativas do(a)

A) Tratado de Versalhes, que criou uma série de determinações, visando enfraquecer o poder da burguesia na Europa.
B) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que se colocou contra a sociedade, a qual mantinha privilégios exclusivos da burguesia.
C) Doutrina Monroe, que consolidou a autonomia latino-americana, propondo a união dos povos americanos.
D) Manifesto Comunista, que esboçou as proposições que se tornaram o alicerce do movimento comunista internacional.

08. Sobre a unificação alemã no séc. XIX, Marionilde Magalhães afirma:
Desde o final do século XVIII, a criação de inúmeras associações resultou num determinado patriotismo cultural e popular, num território dividido em estados feudais dominados por uma aristocracia retrógrada. Tais associações se dirigem à nação teuta, enfatizando o idioma, a cultura e as tradições comunitárias, elementos para a elaboração de uma identidade coletiva, independentemente do critério territorial. E, de fato, esse nacionalismo popular, romântico-ilustrado (uma vez que pautado no princípio da cidadania e no direito à autodeterminação dos povos), inspirará uma boa parcela dos revolucionários de 1848. Mas não serão eles a unificar a Alemanha. Seus herdeiros precisarão aguardar até 1871, quando Bismarck realiza uma revolução de cima, momento em que, em virtude do poderio econômico e da força militar da Prússia, a Alemanha se unifica como Estado forte, consolidando-se a sua trajetória rumo à modernização.

[adaptação] MAGALHÃES, Marionilde D. B. de. A reunificação: enfim um país para a Alemanha? Revista Brasileira de História. São Paulo: ANPUH/Marco Zero, v.14, n. 28,1994. p.102.

Tendo-se como referência essas considerações, pode-se concluir que

A) o principal fator que possibilitou a unificação alemã foi o desenvolvimento econômico e social dos Estados germânicos, iniciado com o estabelecimento do Zollverein - liga aduaneira que favoreceu os interesses da burguesia.
B) a unificação alemã atendeu aos interesses de uma aristocracia rural desejosa de formar um amplo mercado nacional para seus produtos, alicerçando-se na idéia do patriotismo cultural e do nacionalismo popular.
C) na Alemanha, a unificação nacional ocorreu, principalmente, em virtude da formação de uma identidade coletiva baseada no idioma, na cultura e nas tradições comuns.
D) na Alemanha, a unificação política pôde ultrapassar as barreiras impostas pela aristocracia territorial, que via no desenvolvimento industrial o caminho da modernização.

09. Em relação ao processo de descolonização afro-asiático, é correto afirmar:

A) As potências européias, fortalecidas com o fim da 2ª Guerra Mundial, investiram recursos na luta contra os movimentos de libertação que explodiam nas colônias.
B) A Organização das Nações Unidas tornou-se o parlamento no qual muitos países condenavam o neocolonialismo, dado que proclamava a autodeterminação dos povos.
C) A Guerra Fria dificultou a descolonização, em virtude da oposição de soviéticos e americanos, que viam no processo uma limitação de seu poder de influência na África e na Ásia.
D) As nações que optaram por guerra e luta armada foram as únicas que conquistaram independência e autonomia política frente à dominação dos países europeus.

10. A implantação do sistema colonial transformou as relações amistosas existentes entre indígenas e portugueses no início da ocupação do Brasil.

Essa transformação se deveu à

A) grande inabilidade dos indígenas para a agricultura, recusando-se a trabalhar nas novas plantações açucareiras, atitude que desagradou aos portugueses.
B) crescente ocupação das terras pelos portugueses e à necessidade de mão-de-obra, levando à escravização dos índios, que reagiram aos colonos.
C) importação de negros africanos, cuja mão-de-obra acabou competindo com a dos indígenas, excluindo estes do mercado de trabalho agrário.
D) introdução de técnicas e instrumentos agrícolas europeus nas aldeias indígenas, desestruturando a economia comunal dos grupos nativos.

11. Sobre as Capitanias Hereditárias, sistema administrativo adotado no Brasil por iniciativa de D. João III, é correto afirmar:

A) O sistema já fora experimentado, com êxito, pelos portugueses em suas possessões nas ilhas atlânticas e marcou o início efetivo da colonização lusa no Brasil.
B) Os donatários tornavam-se proprietários das capitanias através da Carta de Doação, a qual lhes dava o direito de vendê-las, de acordo com seus interesses.
C) A maioria dos donatários era representante da grande nobreza de Portugal e demonstrava forte interesse pelo sistema de capitanias.
D) O fracasso do sistema é associado às lutas ocorridas na disputa pelas terras e aos conflitos com estrangeiros que freqüentavam as costas brasileiras.

12. No Brasil colonial, a ocupação holandesa da costa nordeste está inserida num contexto de disputa mercantilista entre as potências européias.

Nesse sentido, é correto afirmar que o Rio Grande do Norte,

A) mesmo sendo um pequeno produtor açucareiro, contribuiria com uma grande produção algodoeira, importante para as trocas mercantis.
B) apesar de sua produção açucareira pouco expressiva, foi tomado pelos holandeses para assegurar o controle estratégico da nova colônia.
C) por ter grandes rebanhos de gado, atraiu a cobiça de franceses e holandeses que disputavam o controle da pecuária bovina para o mercado europeu.
D) por sua posição geográfica privilegiada, interessava muito aos holandeses, pois facilitaria o apoio a seus navios no caminho para as Antilhas.

13. Analise a tabela a seguir.


DESEMBARQUES DE ESCRAVOS AFRICANOS E POPULAÇÃO NEGRA E MULATA, POR ÁREA, NO NOVO MUNDO


ÁREAS

ESCRAVOS DESEMBARCADOS

POPULAÇÃO NEGRA E MULATA

1701-1810

1811-1870

1770 (aprox.)

1830/50 (aprox.)

América do Norte Britânica

348.000

-

459.800

2.328.600

Caribe Britânico

1.401.300

-

434.000

735.000

Caribe Francês

1.348.400

96.000

401.400

1.112.700

Brasil

1.891.400

1.145.400

1.988.000

2.515.500

Cuba

131.800

570.200

75.200

603.000

Possessões holandesas, dinamarquesas e espanholas (exceto Cuba)

930.800

35.800

-

-




Fonte: CARDOSO, Ciro F. A Afro-América: a escravidão no Novo Mundo. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 23. (Tudo é História, 44)

Com base na tabela, é correto afirmar que

A) o crescimento vegetativo da população escrava, no Novo Mundo, foi mais intenso na América Latina.
B) a mestiçagem é um aspecto da formação étnica americana importante somente para a América Latina.
C) a extinção do tráfico negreiro nas possessões britânicas, no séc. XIX, marcou o fim da importância econômica da escravidão no Novo Mundo.
D) as sociedades coloniais portuguesa, francesa e britânica do séc. XVIII podem, indistintamente, ser qualificadas de escravistas.

14. A Guerra do Farrapos ou Revolução Farroupilha (1835-1845) eclodiu como uma reação ao(s)

A) pesados impostos cobrados pela Coroa, que diminuíam a capacidade de concorrência dos produtos gaúchos, especialmente do charque.
B) regime de propriedade das terras gaúchas, que favorecia a concentração da posse de latifúndios nas mãos dos nobres ligados à Corte.
C) intensos movimentos do exército imperial no Rio Grande do Sul, que limitavam a atuação política dos estancieiros gaúchos.
D) sistema de representação eleitoral, que excluía a possibilidade de participação política das camadas populares da sociedade gaúcha.

15. No Brasil, o Movimento Republicano se fortaleceu a partir de 1870 e culminou com o fim do período monárquico.

Inspiravam o ideário desse Movimento:

A) Liberalismo, coronelismo e soberania nacional
B) Anarquismo, militarismo e abolição da escravatura
C) Positivismo, federalismo e separação entre Igreja e Estado
D) Iluminismo, reformismo e centralização política

16. Ao comentar a arte brasileira, Benedito L. de Toledo faz a seguinte descrição:

E se olharmos para o teto, veremos o próprio céu retratado em pintura ilusionística no forro, que foi rompido para mostrar o Paraíso com a Virgem, os anjos e os santos.

A talha usará colunas torcidas recobertas de vinhas e povoada de querubins, aves, frutos, cada elemento procurando vibrar e tomar todo o espaço possível. As colunas torsas serão as grandes eleitas porque sua estrutura helicoidal é o próprio movimento sem fim.

À noite, os interiores das igrejas revelam novas surpresas. A iluminação à vela produz uma luz vacilante que faz vibrar o ouro da talha, dramatiza as pessoas e as imagens. Sente-se que se está num espaço consagrado pelo perfume do incenso vindo do altar-mor, onde é mais intenso o brilho do ouro na luz incerta das velas.

[adaptação] TOLEDO, Benedito Lima de. Apud FERREIRA, Olavo Leonel. História do Brasil. São Paulo: Ática, 1995. p.166.

O autor da descrição se refere ao caráter essencial do estilo

A) Barroco -- lirismo, apelo à emoção, busca de uma dinâmica infinita, solicitação de todos os sentidos.
B) Naturalista -- solidez, despertar da fé pela contemplação da natureza, quer do reino animal, vegetal ou mineral.
C) Gótico -- grandiosidade e leveza, tornada possível graças ao emprego de arcos em forma de ogiva e de inúmeros vitrais.
D) Neoclássico -- ênfase na harmonia e no equilíbrio, apelo às faculdades racionais do homem e realce para os elementos estruturais da construção.

17. Em relação à família Albuquerque Maranhão, Itamar de Souza afirma:

Durante a República Velha no Rio Grande do Norte, o sustentáculo econômico da oligarquia Maranhão foi, sem dúvida, o sal e o açúcar. Por isso, logo que assumiram o poder, os Maranhão implantaram o monopólio do sal, contrariando, assim, a ideologia liberal da livre concorrência e entregaram-no a grupos econômicos que lhes apoiavam financeiramente nas lutas políticas. Favores especiais foram concedidos aos senhores de engenho, porque esta era a forma de o "Estado" beneficiar o Sr. Fabrício Maranhão, irmão de Pedro Velho e proprietário da "Usina Ilha do Maranhão", localizada em Canguaretama, e outros correligionários do setor residentes no agreste potiguar.

[adaptação] SOUZA, Itamar de. A República Velha no Rio Grande do Norte (1889--1930). Natal:[s.n.], 1989. p.21.

A partir dessa análise, pode-se afirmar que o poder oligárquico dos Albuquerque Maranhão apoiava-se

A) num conjunto de medidas legais e práticas informais de mútuo auxílio que sustentavam a articulação entre o Governador e seus partidários.
B) na prática de uma política econômica racional que estava de acordo com as diretrizes modernizantes da República.
C) na tradição do nome da família, ligada ao início da colonização do Rio Grande, que garantia o respeito dos concidadãos locais.
D) numa grande massa de trabalhadores vinculados à produção de sal e à de açúcar, devido à política social implantada em favor dessas categorias.

18. A "Política dos Governadores", iniciada, na República Velha, por Campos Sales, baseava-se no(a)

A) domínio das elites oligárquicas estaduais sobre as populações rurais, através da repressão violenta às constantes revoltas armadas.
B) controle exercido pelas oligarquias sobre os oficiais da Guarda Nacional, os quais influenciavam fortemente a condução da política nacional.
C) elaboração de uma política de correção dos vícios do sistema eleitoral, advinda de articulações entre as oligarquias e o governo federal.
D) teia de relações políticas ligada ao poder oligárquico, a qual partia do presidente e se estendia até os eleitores nos municípios tutelados pelos coronéis.

19. A respeito da Constituição Brasileira de 1988, é correto afirmar:

A) Apesar do caráter progressista do Congresso Constituinte, a Constituição teve um cunho muito conservador e não incorporou avanços democráticos.
B) Uma das vantagens da Constituição estava em que, para se tornar efetiva, dependeria de uma posterior regulamentação de muitos de seus artigos.
C) A sociedade brasileira teve limitada participação no processo Constituinte, na medida em que apenas os parlamentares podiam apresentar emendas ao projeto da Constituição.
D) Foi um dos instrumentos da transição para a Nova República, visto que restabeleceu um Estado de Direito e encerrou, no plano jurídico-institucional, a ditadura militar.

20. Segundo Cláudio Vicentino, a globalização estimulou a formação de blocos econômicos regionais, com a diminuição ou eliminação dos protecionismos e atração de investimentos internacionais. A isso, somou-se a preocupação com o limite dos gastos governamentais, a prevalência da economia de mercado e a busca de um "Estado" mínimo. A crescente força privada e a crise do Estado intervencionista deram impulso, por sua vez, às pregações neoliberais.

No Brasil, essa situação se manifesta concretamente através do(a)

A) Programa Nacional de Reforma Agrária, com o qual o governo pretende assentar famílias de sem-terra em áreas consideradas improdutivas.
B) processo de reformulação constitucional que modifica a organização político-partidária, privilegiando os pequenos partidos.
C) privatização de empresas estatais, provocando a redução da influência e da ingerência do Estado, principalmente nos setores produtivos da economia.
D) elevação da taxa de emprego, ocasionada pelo aumento da atividade econômica do setor privado, especialmente na área industrial.


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