HISTORIANET

Vestibulares

UNESP 2011

UNESP – Universidade Estadual Paulista



Questões da 1ª fase do vestibular de 2011

Aplicada em 14 / 11 / 2010


1)





(Templo da Concórdia, Agrigento, Itália.)


O Templo da Concórdia foi construído no sul da Sicília, no século V a.C., e é um marco da:

a) arte românica, caracterizada pelos arcos de meia volta e pela inspiração religiosa politeísta.

b) arquitetura clássica, imposta pelos macedônios à ilha no processo de helenização empreendido por Alexandre, o Grande.

c) arte etrusca, oriunda do norte da península itálica e desenvolvida no Mediterrâneo durante o período de hegemonia romana.

d) arquitetura dórica, levada à ilha pelos gregos na expansão e colonização mediterrânea da chamada Magna Grécia.

e) arte gótica, marcada pela verticalização das construções e pela sugestão de ascese dos homens ao reino dos céus.

RESPOSTA: D

Comentário: A imagem representa uma construção típica da arquitetura dórica, característica cultural que acompanhou o processo de colonização dessa região conhecida como Magna Grécia durante a II Diáspora Grega. Essa questão poderia ser resolvida também a partir da contextualização da imagem caso o vestibulando não conhecesse as características arquitetônicas dos dórios especificamente, pois conhecendo o processo de colonização efetivado pelos Gregos no Mar Mediterrâneo, quando ocuparam o sul da península itálica e a ilha da Sicilia, por exemplo.



2) [Na Idade Média] Homens e mulheres gostavam muito de festas. Isso vinha, geralmente, tanto das velhas tradições pagãs (...), quanto da liturgia cristã.

(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)

Sobre essas festas medievais, podemos dizer que

a) muitos relatos do cotidiano medieval indicam que havia um confronto entre as festas de origem pagã e as criadas pelo cristianismo.

b) os torneios eram as principais festas e rompiam as distinções sociais entre senhores e servos que, montados em cavalos, se divertiam juntos.

c) a Igreja Católica apoiava todo tipo de comemoração popular, mesmo quando se tratava do culto a alguma divindade pagã.

d) as festas rurais representavam sempre as relações sociais presentes no campo, com a encenação do ritual de sagração de cavaleiros.

e) religiosos e nobres preferiam as festas privadas e pagãs, recusando-se a participar dos grandes eventos públicos cristãos.

RESPOSTA: A

Comentário: O trecho do texto selecionado pelo enunciado deixa margens para duvidas na resolução da questão, pois relata apenas o fato de que homens e mulheres medievais gostavam de participação de festas tanto de origem pagã quanto cristã. Porém esse trecho se encerra sem a discussão da visão da Igreja em relação a essa contestação, obrigando então que a questão seja resolvida por eliminação, afinal apesar de parte de a sociedade medieval participar de festividades pagãs e cristãs a Igreja constantemente condenava as primeiras e aos poucos conseguiu discipliná-las e integrá-las aos seus rituais.





3) Entre as formas de resistência negra à escravidão, durante o período colonial brasileiro, podemos citar

a) a organização de quilombos, nos quais, sob supervisão de autoridades brancas, os negros podiam viver livremente.

b) as sabotagens realizadas nas plantações de café, com a introdução de pragas oriundas da África.

c) a preservação de crenças e rituais religiosos de origem africana, que eram condenados pela Igreja Católica.

d) as revoltas e fugas em massa dos engenhos, seguidas de embarques clandestinos em navios que rumavam para a África.

e) a adoção da fé católica pelos negros, que lhes proporcionava imediata alforria concedida pela Igreja.

RESPOSTA: C

Comentário: Além das mais conhecidas formas de resistência à escravidão como as fugas e os Quilombos, a resistência cultural foi também de extrema importância durante o período em que vigorou a escravidão no Brasil. Mesmo sendo batizados ao desembarcar no Brasil e obrigados a participar das celebrações católicas, muitos escravos mantiveram tradições de seus locais de origem como maneira de resistir ao processo de aculturação que lhes era imposto. Isso era feito na maioria das vezes com a associação de divindades de origem africana com santos da liturgia católica, porém não devemos esquecer da Revolta dos Malês que teve como característica fundamental em sua organização a coesão de um grupo de escravos de fé islâmica, que mantiveram as características fundamentais de sua religião sem abrir espaço para a influencia do catolicismo.




4)

Artigo 5.º — O comércio de mercadorias inglesas é proibido, e qualquer mercadoria pertencente à Inglaterra, ou proveniente de suas fábricas e de suas colônias é declarada boa presa.

(...)

Artigo 7.º — Nenhuma embarcação vinda diretamente da Inglaterra ou das colônias inglesas, ou lá tendo estado, desde a publicação do presente decreto, será recebida em porto algum.

Artigo 8.º — Qualquer embarcação que, por meio de uma declaração, transgredir a disposição acima, será apresada e o navio e sua carga serão confiscados como se fossem propriedade inglesa.

(Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por Kátia M. de Queirós Mattoso. Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789-1963), 1977.)


Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador da França em 1806, permitem notar a disposição francesa de:

a) estimular a autonomia das colônias inglesas na América, que passariam a depender mais de seu comércio interno.

b) impedir a Inglaterra de negociar com a França uma nova legislação para o comércio na Europa e nas áreas coloniais.

c) provocar a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, por meio da ocupação militar da Península Ibérica.

d) ampliar a ação de corsários ingleses no norte do Oceano Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus.

e) debilitar economicamente a Inglaterra, então em processo de industrialização, limitando seu comércio com o restante da Europa.

RESPOSTA: E

Comentário: A política expansionista francesa tinha como grande objetivo ampliar seus mercados na Europa, como uma das bases para sua industrialização e, nesse sentido, após a derrota na tentativa de invadir a Inglaterra, a política de Napoleão Bonaparte pretendeu isolar a Inglaterra e estrangular sua economia.



5) A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi definida, por alguns historiadores, como um momento de apogeu do Império brasileiro. Outros preferiram considerá-la como uma demonstração de seu declínio. Tal discordância se justifica porque o conflito sul-americano

a) estabeleceu pleno domínio militar brasileiro na região do Prata, mas provocou grave crise financeira no Brasil.

b) abriu o mercado paraguaio para as manufaturas brasileiras, mas não evitou a entrada no Paraguai de mercadorias contrabandeadas.

c) freou o crescimento econômico dos países vizinhos, mas permitiu o aumento da influência americana na região.

d) ajudou a profissionalizar e politizar o Exército brasileiro, mas contribuiu na difusão, entre suas lideranças, do abolicionismo.

e) fez do imperador brasileiro um líder continental, mas gerou a morte de milhares de soldados brasileiros.

RESPOSTA: D

Comentário: O texto destaca uma contradição produzida pela Guerra, durante a qual o Brasil passou a ter efetivamente um exercito profissional, bem organizado, mas ao mesmo tempo consciente de sua importância e que teve, entre seus oficiais, diversos adeptos do fim da escravidão.



6) (...) “Confeitaria do Custódio”. Muita gente certamente lhe não conhecia a casa por outra designação. Um nome, o próprio nome do dono, não tinha significação política ou figuração histórica, ódio nem amor, nada que chamasse a atenção dos dois regimes, e conseguintemente que pusesse em perigo os seus pastéis de Santa Clara, menos ainda a vida do proprietário e dos empregados. Por que é que não adotava esse alvitre? Gastava alguma coisa com a troca de uma palavra por

outra, Custódio em vez de Império, mas as revoluções trazem sempre despesas. (Machado de Assis. Esaú e Jacó. Obra completa, 1904.)

O fragmento, extraído do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, narra a desventura de Custódio, dono de uma confeitaria no Rio de Janeiro, que, às vésperas da proclamação da República, mandou fazer uma placa com o nome “Confeitaria do Império” e agora temia desagradar ao novo regime. A ironia com que as dúvidas de Custódio são narradas representa o

a) desconsolo popular com o fim da monarquia e a queda do imperador, uma personagem política idolatrada.

b) respaldo da sociedade com que a proclamação da República contou e que a transformou numa revolução social.

c) alheamento de parte da sociedade brasileira diante do conteúdo ideológico da mudança política.

d) reconhecimento, pelos cidadãos brasileiros, da ampliação dos direitos de cidadania trazidos pela República.

e) impacto profundo da transformação política no cotidiano da população, que imediatamente apoiou o novo regime.

RESPOSTA: C

Comentário: parte da tradicional idéia de que “o povo assistiu bestializado” a Proclamação da República, ou seja “alheio” ao que se passava, a transição da monarquia para a república não representou uma ruptura significativa, mas uma reordenação do Estado, apesar de admitir novos participamntes na vida política, como os militares e os cafeicultores do oeste paulista.



7) Os operários das fábricas e das usinas, assim como as tropas rebeldes, devem escolher sem demora seus representantes ao governo revolucionário provisório, que deve ser constituído sob a guarda do povo revolucionário amotinado e do exército.

(Manifesto de 27 de fevereiro de 1917, in Marc Ferro. A Revolução Russa de 1917, 1974.)

O manifesto, lançado em meio às tensões de 1917 na Rússia, revela a posição dos

a) czaristas, que buscavam organizar a luta pela retomada do poder.

b) bolcheviques, que chamavam os operários a se mobilizarem nos sovietes.

c) social-democratas, que pretendiam controlar o governo

provisório.

d) mencheviques, que defendiam o caráter democrático do novo governo.

e) militares, que tentavam controlar a revolta popular.

RESPOSTA: B

Comentáio: a “Revolução de Fevereiro” envolveu grandes protestos, motins, passeatas e greves, de trabalhadores, mas também de soldados que abandonavam as frentes de batalha depois de mais de 2 anos de guerra. Os bolcheviques – comunistas – procuravam organizar os setores insurretos e defendiam a formação de um governo baseado nos sovietes, conselhos formados por operários, soldados e camponeses, portanto contrários a uma política de alianças com a burguesia. Apesar de tal política, em fevereiro formou-se um governo de coalização envolvendo setores socialistas mais moderados e a burguesia liberal.



8) A peça Fonte foi criada pelo francês Marcel Duchamp e apresentada em Nova Iorque em 1917. (Fonte – obra de Marcel Duchamp, fotografada por Alfred Stieglitz.)

A transformação de um urinol em obra de arte representou, entre outras coisas,

a) a alteração do sentido de um objeto do cotidiano e uma crítica às convenções artísticas então vigentes.

b) a crítica à vulgarização da arte e a ironia diante das vanguardas artísticas do final do século XIX.

c) o esforço de tirar a arte dos espaços públicos e a insistência de que ela só podia existir na intimidade.

d) a vontade de expulsar os visitantes dos museus, associando a arte a situações constrangedoras.

e) o fim da verdadeira arte, do conceito de beleza e importância social da produção artística.

RESPOSTA: A

Comentário: FONTE foi muito mais uma atidude do que uma obra. Representa a contestação dos padrões e conveções vigentes na arte. Criou o conceito de ready-made, utilizando objetos da vida cotidiana nas artes plásticas


9) A construção de Brasília durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) teve, entre suas motivações oficiais,

a) afastar de São Paulo a sede do governo federal, impedindo que a elite cafeicultora continuasse a controlá-lo.

b) estimular a ocupação do interior do país, evitando a concentração das atividades econômicas em áreas litorâneas.

c) deslocar o funcionalismo público do Rio de Janeiro, permitindo que a cidade tivesse mais espaços para acolher os turistas.

d) tornar a nova capital um importante centro fabril, reunindo a futura indústria de base do Brasil.

e) reordenar o aparato militar brasileiro, expandindo suas áreas de atuação até as fronteiras dos países vizinhos.

RESPOSTA: B

Comentário: A construção de uma nova cpital para o país foi integrada ao Plano de Metas e contribuiu para reforçar o discurso desenvolvimentista da campanha presidencial. Oficialmente a nova capital, no interior do país, contribuiria para reduzir a concetração econômica nas áreas litorâneas e, portanto, criaria uma dinâmica de desenvolvimento do interior.



10)

“É proibido proibir”

“A imaginação no poder”


As duas frases foram pintadas em muros de Paris durante as revoltas estudantis de maio de 1968. Elas ilustram algumas ideias dos rebeldes, como:


a) a celebração da sociedade ocidental, do consumismo e do capitalismo monopolista.

b) o fim de todo tipo de governo e a valorização dos meios de comunicação de massa.

c) a defesa da liberdade total, do socialismo real e do conceito de alimentação natural.

d) o desejo de extinguir as provas de acesso ao ensino superior e as aulas de língua estrangeira.

e) a crítica à sociedade de consumo, às hierarquias e à burocratização da sociedade.

RESPOSTA: E

Comentário: As rebeliões de estudantes se somaram a um conjunto de revoltas de trabalhadores na França e em diversos países do mundo. Em cada país havia motivação específica mas, de uma forma geral, a juventude que se organizou e se manifestou contestava o modelo vigente, marcado pelo consumismo e por valores capitalistas que se sobrepunham a valores éticos e de liberdade individual



11) A Guerra das Malvinas (Falklands) opôs Argentina e Inglaterra de abril a junho de 1982. Entre os motivos da guerra, podemos citar a

a) ação imperialista inglesa sobre a Antártida, que pretendia expandir o território britânico até o extremo sul.

b) intenção norte-americana de manter hegemonia militar sobre o continente através do domínio inglês.

c) disposição argentina de retomar o controle das ilhas, ricas em combustíveis fósseis e estrategicamente importantes.

d) interferência do Brasil, que se dispôs a mediar o conflito, mas aguçou a tensão entre Inglaterra e Argentina.

e) omissão da Organização das Nações Unidas, que se recusou a apoiar as pretensões britânicas em relação às ilhas.

RESPOSTA: C

Comentário: Alternativa escolhida por exclusão. Em em país governado por uma das ditaduras mais sanguinárias da América Latina, a ação do governo militar para retomar as Malvinas tiveram um carater político, no sentido de fortalecer o nacionaismo no páis e criar uma fato que determinaria a união dos argentinos em torno do governo, cada vez mais isolado e questionado, tanto internamente, como externamente.



12) A campanha pelo restabelecimento das eleições diretas para presidente da República do Brasil, em 1984, intitulada “Diretas Já!”,

a) tentava garantir que o primeiro presidente pós-regime militar fosse escolhido, em 1985, pelo Colégio Eleitoral.

b) defendia a continuidade dos militares no poder, desde que fossem escolhidos pelo voto direto dos brasileiros.

c) foi a primeira mobilização pública de membros da sociedade civil brasileira desde o golpe militar de 1964.

d) reuniu diferentes partidos políticos em torno da aprovação de emenda constitucional que reintroduzia o voto direto para presidente.

e) teve sucesso, pois contou com apoio oficial da Igreja Católica, dos sindicatos, das forças armadas e do partido situacionista.

RESPOSTA: D

Comentário: A campanha das “Diretas Já” mobilizou milhões de brasileiros e reuniu os partidos políticos de oposição, sindicatos e entidades civis, que pretendiam a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que reestabelecia eleições diretas para Presidente da República, uma vez que, apesar do processo de “abertura política” que se desenrolava desde 79, as eleições presidenciais de 1985 deveriam seguir as regras antigas, e se dariam através do Colégio Eleitoral.



Questões da 2ª fase do vestibular de 2011

Aplicada em 19 / 12 / 2010


1) Um autor do século VI assim descreveu o rei Átila, que, comandando os hunos, chegou às portas de Roma:


Homem vindo ao mundo em um entrechoque de raças, terror de todos os países, não sei como ele semeava tanto pavor, a não ser pela ligação que se fazia de sua pessoa com um sentimento de terror. Tinha um porte altivo e um olhar singularmente móvel, se bem que cada um de seus movimentos traduzisse o orgulho de seu poder. (...) sua pequena-estatura, seu peito largo, sua cabeça grande, seus olhos minúsculos, sua barba rala, sua cabeleira eriçada, seu nariz muito curto, sua tez escura, eram sinais de suas origens.

(Jordanes. Getica XXXV (c. 551), citado por Jaime Pinsky (org.). O modo de produção feudal, 1982.)

Ao representar Átila, que imagem dos bárbaros o autor transmite?


COMENTÁRIO:a questão exige interpretação do texto, que pode ser facilitada pelo conhecimento histórico do candidato. Escrito no século VI por alguém que viveu em Roma, cristianizado ou não, reflete uma visão tradicional predominante, segundo a qual os bárbaros eram de outra raça, normalmente considerados inferiores (se bem que o texto não faz tal afirmação. Representante do “terror”, o bárbaro é visto como “não civilizado”, responsável por saques e destruições. A descrição pessoal de Átila demonstra um certo desprezo – por se diferenciarem dos romanos -, mas ao mesmo tempo temor e admiração pelas ações e conquistas.






2)




(Claude Monet. Impression, soleil levant (1873). Musée Marmottan,

Paris. Extraído de http://www.ibiblio.org/wm/paint/glo/impressionism)


O Impressionismo foi um dos movimentos artísticos mais significativos do século XIX. Indique uma característica da pintura impressionista, presente na tela, e o motivo pelo qual se afirma que ela rompeu com a pintura realista.


COMENTÁRIO: Questão que foge aos padrões dos vestibulares, exige pequeno conhecimento de História da Arte, com as características básicas dos principais movimentos europeus. O Impressionaismo rompeu padrões estéticos da época, rompendo com o realismo e com o academicismo predominantes e portanto foi considerado revolucionário, retratado paisagens e cenas alegres, explorando a luminosidade a partir de pinceladas livres.



3) Em 1922, Ele marcha sobre Roma. Ele é a Itália em movimento. A Revolução prossegue. Depois de meio século de letargia, a nação cria seu próprio regime. Surge o Estado dos italianos. Seu poder manifesta-se. Suas virtudes vêm à tona. Seu império está em formação. Esse grande renascimento (...) terá o nome Dele. Em todo o mundo se inaugura um século italiano: o século de Mussolini.

(Augusto Turati (1928), citado por Donald Sassoon. Mussolini e a ascensão do fascismo, 2009.)


O perfil de Benito Mussolini foi escrito em 1928 e mostra algumas características do fascismo italiano. Identifique, a partir do documento, como esse perfil de Mussolini, traçado pelo autor do texto, caracteriza a ideologia fascista e se opõe aos princípios políticos democráticos.


COMENTÁRIO: o autor do texto faz uma grande exaltação do líder fascista, identificando características de sua personalidade com as da nação. As principais características do perfil de Mussolini estão relacionadas ao dinamismo dado por ele e por seu movimento ao país exaltando a liderança pessoal como necessária para a formação de um império. Percebe-se a necessidade de ecntralização do poder na figura de um líder, o Duce, desprezando as formas democráticas coletivas e organização e exercício do poder.




4) A década de 1930 no Brasil é normalmente associada ao varguismo. Além da liderança de Getúlio Vargas, o período também apresentou forte radicalização política. Como podemos associar tal fenômeno ao panorama internacional de então? Cite dois exemplos de agrupamentos políticos radicais atuantes no Brasil dos anos 30 e algumas de suas principais propostas.


Comentário: O período entreguerras é caracterizado como de “crise do liberalismo” e, do ponto de vista político, representou a perda de espaço dos regimes democráticos e de projetos liberais e, ao mesmo tempo, de ascensão de projetos e governos extremistas, daí a caracterização de “polarização ideológica” para o período. Nesse momento agrupamentos políticos de esquerda (partidos socialista e comunista e o movimento anarquista), assim como os de direita (nazifascistas) ampliaram suas ações, a presença na vida política e chegaram, em diversos países, a ocupar o poder, como na Itália, Alemanha e Espanha.

No Brasil, uma situação semelhante se desenvolveu durante os anos 30, tendo de um lado a organização fascista AIB (Ação Integralista Brasileira) liderada por Plínio Salgado e, de outro, um movimento de esquerda, a ANL (Aliança Nacional Libertadora) organizada e comandada pelo Partido Comunista, tendo como principal líder Luis Carlos Prestes, que congregava amplos setores da sociedade com um discurso popular e antiimperialista


 

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