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1) O imperador D. Pedro II era um mito antes de ser realidade. Responsável desde pequeno, pacato e educado, suas imagens constroem um príncipe diferente de seu pai, D. Pedro I. Não se esperava do futuro monarca que tivesse os mesmos arroubos do pai, nem a imagem de aventureiro, da qual D. Pedro I não pôde se desvincular. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem de um monarca maduro, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.
(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz, As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91)
a) Segundo o texto, quais os significados políticos da construção de uma imagem de D. Pedro II que o diferenciasse de seu pai?
b) Que características do período regencial ameaçavam a estabilidade do país?

a) Segundo o texto, a construção da imagem de D. Pedro II, ao diferencia-lo de seu pai, simbolizava tanto a segurança e estabeilidade do país quanto a sua unificação em torno da figura do imperador.

b) Uma característica do período regencial que gerava instabilidade era a vacância do trono, durante a menoridade de D. Pedro II, e a consequente ausência de uma figura que representasse a legitimidade do poder monárquico. Além disso, a estabilidade do país era ameaçada, por exemplo, pela ocorrência de revoltas com aspirações autonomistas ou separatistas nas províncias ou por revoltas escravas, como o levante dos Malês (Salvador, 1835)

 ALFERES - a) Segundo o texto do historiador Eric Hobsbawm, a partir da Revolução Industrial, a experiência, outrora considerada sabedoria (o que significava valorização do passado), perde importância para as novidades trazidas por cada geração.



2) Na Europa, até o século XVIII, o passado era o modelo para o presente e para o futuro. O velho representava a sabedoria, não apenas em termos de uma longa experiência, mas também da memória de como eram as coisas, como eram feitas e, portanto, de como deveriam ser feitas. Atualmente, a experiência acumulada não é mais considerada tão relevante. Desde o início da Revolução Industrial, a novidade trazida por cada geração é muito mais marcante do que sua semelhança com o que havia antes.
(Adaptado de Eric Hobsbawm, O que a história tem a dizer-nos sobre a sociedade contemporânea?, em: Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998,
p. 37-38.)
a) Segundo o texto, como a Revolução Industrial transformou nossa atitude em relação ao passado?
b) De que maneiras a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX alterou o sistema de produção?

a) Segundo o texto, antes da Revolução Industrial, o passado era visto como um modelo e os velhos representavam a sabedoria e a experiência. Depois da Revolução Industrial, a experiência perdeu importância, porque o que caracteriza cada geração não é mais sua semelhança com a anterior, mas a sua novidade.
b) A Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, entre outras transformações, mecanizou a produção, levando à perda do controle por parte do trabalhador sobre o processo de trabalho. Isso foi o fim do artesanato como sistema de produção predominante e deu origem ao sistema fabril.



 

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